O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) realiza nesta segunda-feira (6) uma audiência pública em Washington para discutir a proposta de sobretaxar produtos brasileiros em 25%. A sessão se estenderá até terça-feira (7) e conta com a participação de pelo menos 40 entidades e empresas de ambos os países.
Entre as organizações brasileiras que se inscreveram estão a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Conselho Brasileiro de Exportadores de Café (Cecafé) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O senador Flávio Bolsonaro também está entre os participantes confirmados.
Detalhes da Audiência
Cada participante terá cinco minutos para apresentar seus argumentos sobre a taxação. Após esse tempo, os representantes do USTR poderão fazer perguntas adicionais. A investigação do USTR foi iniciada com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, que permite a análise de práticas comerciais consideradas desleais.
A análise do USTR abrange seis aspectos principais, incluindo comércio digital, tarifas preferenciais e proteção da propriedade intelectual. O governo brasileiro, notificado no início de junho, contestou os argumentos que sustentam a proposta de tarifa.
Em resposta, o Itamaraty argumentou que as práticas comerciais do Brasil não prejudicam os interesses dos EUA. O governo brasileiro pediu que os Estados Unidos evitem impor medidas unilaterais durante a investigação em curso.
A manifestação diplomática destaca que o USTR não estabeleceu um nexo legal entre as práticas brasileiras e um ônus identificável ao comércio dos EUA. O governo brasileiro considera insuficientes as conclusões preliminares do USTR para justificar ações comerciais sob a Seção 301.











