Diante da previsão de um El Niño mais intenso para a temporada 2026/27, a adoção da braquiária por produtores rurais pode ser uma estratégia eficaz para mitigar os impactos climáticos. De acordo com Rodrigo Sakurada, gerente executivo técnico da Cocamar, essa planta oferece vantagens significativas para a sustentabilidade e resiliência do solo em períodos de estresse hídrico e altas temperaturas.
A braquiária, utilizada tanto em consórcio com o milho de inverno quanto em cultivo solteiro, tem se mostrado uma alternativa promissora para enfrentar as adversidades climáticas. A melhoria nas condições físicas e biológicas do solo é um dos principais benefícios dessa cultura, especialmente em cenários de chuvas irregulares.
Braquiária e a Retenção de Umidade
Segundo Sakurada, a braquiária atua na redução da temperatura da superfície do solo, mantendo a umidade e melhorando a estrutura do solo. Isso cria uma “reserva hídrica” que pode sustentar o desenvolvimento das plantas durante períodos de duas a três semanas sem chuvas.
Além disso, a umidade no solo ajuda a minimizar o estresse térmico das plantas, favorecendo um metabolismo mais estável e, consequentemente, um melhor desempenho produtivo. O manejo adequado e o controle de plantas daninhas são essenciais para maximizar esses benefícios.
Sobre a safra de milho de inverno, Sakurada observa que o desempenho atual é semelhante ao do ciclo anterior, que foi considerado positivo. Embora o plantio em 2026 tenha sido atrasado devido à colheita da soja, as condições climáticas têm favorecido o avanço das lavouras.
A expectativa é de uma safra até 5% superior à anterior, desde que as condições climáticas permaneçam favoráveis. No entanto, o risco de geadas continua sendo uma preocupação, especialmente em áreas onde o plantio foi mais tardio.
O acompanhamento das condições climáticas nas próximas semanas será crucial para determinar o potencial produtivo da safra. A variabilidade climática associada ao El Niño exige atenção redobrada dos produtores para garantir a produtividade e a sustentabilidade do agronegócio na região.











