A soja começou a semana em forte alta no mercado internacional, impulsionada por previsões de clima quente e seco nos Estados Unidos e pela retomada das compras da China. Esses fatores elevaram a preocupação dos investidores e resultaram em uma valorização significativa na Bolsa de Chicago (CBOT).
Os contratos futuros da soja registraram uma das maiores altas das últimas semanas. O vencimento de julho encerrou cotado a US$ 11,84 por bushel, com um avanço superior a 4%, enquanto o contrato de novembro fechou próximo de US$ 11,92 por bushel. Os subprodutos, como farelo e óleo de soja, também acompanharam essa tendência de alta.
Clima preocupa mercado durante fase crítica da safra americana
O clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos, principal região produtora de soja, está no centro das atenções. As previsões meteorológicas indicam temperaturas acima da média e chuvas abaixo do normal, o que pode impactar negativamente o desenvolvimento das lavouras durante a fase de floração e formação das vagens.
Essa situação elevou o prêmio de risco nas negociações e diminuiu a confiança do mercado em relação à safra. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) já reduziu a classificação das lavouras consideradas boas ou excelentes, passando de 66% para 64%.
Compras da China fortalecem tendência de alta
Outro fator que sustenta os preços é o retorno da demanda chinesa pela soja norte-americana. Com um aumento de 19% nas inspeções semanais de exportação, novos contratos foram confirmados por compradores chineses, o que ajuda a reduzir as preocupações sobre o ritmo das exportações.
Esse cenário de maior demanda internacional oferece suporte adicional às cotações, refletindo diretamente no mercado brasileiro. No Brasil, os preços da soja apresentaram comportamento misto, acompanhando parcialmente a valorização internacional.
Perspectivas para o mercado da soja
O mercado internacional permanece sensível às atualizações climáticas nos Estados Unidos. Se o calor intenso e a falta de chuvas persistirem, as preocupações com a produtividade podem aumentar ainda mais, elevando o prêmio climático nas cotações.
A continuidade das compras chinesas pode manter os preços da soja em patamares elevados, beneficiando também o mercado brasileiro. A combinação entre clima adverso e uma demanda aquecida coloca a soja novamente em destaque no mercado global de commodities agrícolas.











