A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a localização de duas armas que não foram encontradas pelo Exército. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 7 de julho de 2026.
Na segunda-feira, 6, o Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou que entregou à Polícia Federal (PF) seis das oito armas registradas em nome de Bolsonaro. Entre as armas não localizadas estão uma pistola Glock e uma espingarda, conforme a corporação.
Esclarecimentos da Defesa
Os advogados do ex-presidente afirmaram que a espingarda está em uma empresa importadora de materiais bélicos, localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Segundo a defesa, a arma é um presente recebido por Bolsonaro, mas ainda não foi retirada do local.
Quanto à pistola Glock, a defesa esclareceu que se trata da mesma arma apreendida com um dos seguranças do ex-presidente, que atualmente está sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.
Na última sexta-feira, 3, o ministro Moraes decidiu suspender o porte de arma de Bolsonaro e determinou a apreensão das armas registradas em seu nome. Essa decisão foi motivada pela repercussão do caso envolvendo a apreensão de uma arma com um segurança particular do ex-presidente.
Embora a Polícia Civil do Distrito Federal não tenha indiciado Bolsonaro e tenha afirmado que as armas estão legalizadas, o ministro Moraes considerou que a posse de armamentos não é compatível com a pena de prisão imposta ao ex-presidente. Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por sua participação em uma trama golpista.
Bolsonaro se recupera de uma pneumonia bacteriana e, após passar por uma cirurgia, teve o direito de cumprir sua pena em casa. As investigações sobre a localização das armas continuam em andamento.











