As exportações de algodão do Brasil atingiram um recorde histórico em junho de 2026, com embarques de 217 mil toneladas, um aumento de 63,4% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), destacam o crescimento expressivo que o setor tem experimentado, refletindo a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.
Em termos de receita, os embarques geraram US$ 350,6 milhões, um crescimento de 64,1% em relação a junho de 2025. Esse desempenho não apenas reforça a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais de algodão, mas também contribui significativamente para a economia nacional, gerando divisas e fortalecendo a cadeia produtiva.
Desempenho da Safra 2025/26
O recorde de junho encerra uma safra 2025/26 marcada por um desempenho exportador robusto. Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu registrar recordes mensais de exportação em sete dos doze meses da temporada, evidenciando a capacidade do país de manter volumes elevados de embarques.
Os principais mercados compradores do algodão brasileiro continuam sendo os países asiáticos. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã foram responsáveis por 71,1% das exportações, com Bangladesh se destacando como o maior importador, consolidando sua posição no comércio internacional da fibra.
Além disso, a diversificação das rotas logísticas tem sido um fator crucial para o crescimento das exportações. O Porto de Santos permanece como a principal rota, mas outros terminais, como o Porto de Salvador, têm ganhado importância, aumentando a eficiência do escoamento da produção.
O sucesso das exportações de algodão também se reflete na competitividade do produto no comércio internacional. Com a melhoria da qualidade da fibra e o aumento da produtividade, o Brasil se consolida como um fornecedor confiável, capaz de atender à demanda crescente de mercados na Ásia e no Oriente Médio.
Esse cenário positivo não apenas beneficia os produtores e cooperativas, mas também impacta toda a cadeia ligada à cotonicultura, promovendo um ambiente favorável para investimentos e inovações no setor agrícola brasileiro.











