A Revena, uma healthtech brasileira, está apostando em inteligência artificial para expandir sua atuação em hospitais. Após um crescimento impressionante de mais de 20 vezes em 2025, a empresa projeta um novo aumento de dez vezes em 2026, impulsionada por uma plataforma inovadora voltada para a gestão do ciclo de receita hospitalar.
Recentemente, a Revena captou R$ 40 milhões em uma rodada seed liderada pela Canary, com a participação de Flourish Ventures e Caravela Capital. Com esses recursos, a empresa busca otimizar processos financeiros em hospitais, automatizando a análise de prontuários e contratos, o que pode resultar em uma significativa redução de perdas financeiras.
Como a Inteligência Artificial Transforma a Gestão Hospitalar
A solução da Revena utiliza inteligência artificial para cruzar informações clínicas, contratos com operadoras de saúde e dados administrativos. Esse cruzamento permite identificar inconsistências e oportunidades de faturamento, gerando contas médicas mais completas e auditáveis.
Os resultados já são promissores: a empresa estima que seus projetos podem evitar entre 5% e 12% de perdas no faturamento hospitalar. Além disso, a automação reduz o esforço operacional em atividades de conferência e auditoria de contas, diminuindo o prazo de fechamento para até 48 horas.
Os fundadores, Mateus Noronha e Diogo Freitas, perceberam a necessidade de transformar registros clínicos em contas médicas precisas durante suas experiências no setor. A Revena, portanto, não apenas melhora a eficiência financeira, mas também contribui para a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro.
Com a contratação de Adriana Rangel como CMO, a empresa reforça sua estratégia de expansão. Rangel, com vasta experiência em empresas de tecnologia, será fundamental para fortalecer o posicionamento da marca e apoiar sua atuação no setor hospitalar.
Noronha destaca que a próxima etapa da transformação digital na saúde deve focar na gestão financeira. A Revena busca construir uma infraestrutura de inteligência artificial que não só melhore a assistência, mas também sustente economicamente os hospitais, um passo crucial para a saúde no Brasil.











