Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL) e Priscila Costa (PL-CE) assumirão suas vagas como deputados federais após a Câmara dos Deputados formalizar, na quinta-feira, 9 de julho de 2026, a perda dos mandatos de Paulão (PT-AL) e Dayany Bittencourt (União-CE). A mudança no quadro parlamentar traz novas dinâmicas para a política nacional, especialmente em um momento em que o cenário político brasileiro passa por intensas transformações.
Nivaldo Albuquerque, 38 anos, é natural de Maceió, Alagoas, e possui experiência política, tendo exercido mandatos anteriores como suplente em 2016, 2017 e 2018. Pecuarista de profissão, ele traz para a Câmara uma perspectiva voltada para o agronegócio, um setor crucial para a economia do Brasil.
Por sua vez, Priscila Costa, de 41 anos, é natural de Fortaleza, Ceará, e tem formação em Jornalismo. Com três mandatos na Câmara Municipal de Fortaleza, ela é a atual presidenta do PL Mulher no Ceará. Sua trajetória política é marcada por sua atuação em questões de gênero e sua recente participação em uma crise interna do PL.
Desdobramentos da Crise no PL
A crise no PL, que envolve a disputa pelo Senado no Ceará, tem gerado tensões significativas dentro do partido. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro defendeu publicamente a candidatura de Priscila, mas o diretório estadual, liderado por André Fernandes, optou por lançar Alcides Fernandes como candidato.
Esse conflito não apenas acirrou as relações entre os membros do partido, mas também evidenciou a insatisfação de Michelle com a estratégia do PL em apoiar a pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo cearense, em detrimento do senador Eduardo Girão (Novo). A situação culminou na decisão de Michelle de deixar a presidência do PL Mulher.
As mudanças na Câmara e as disputas internas dos partidos refletem um momento de reconfiguração política no Brasil, que pode impactar diretamente as decisões legislativas e a articulação de alianças para as próximas eleições. A população deve acompanhar de perto esses desdobramentos, que podem influenciar a governabilidade e as políticas públicas nos próximos anos.











