O ex-ministro e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), reagiu nesta sexta-feira, 10 de julho, às críticas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) direcionadas às pré-candidatas ao Senado, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Haddad classificou as declarações de Tarcísio como “uma agressão gratuita” durante uma coletiva de imprensa.
Segundo Haddad, as falas do governador causaram perplexidade, especialmente por se tratar de críticas a duas mulheres com histórico de serviços prestados à sociedade. A declaração de Tarcísio ocorreu na última quarta-feira, 8, quando ele afirmou que Marina e Tebet teriam recebido “cartão vermelho” em seus estados de origem e, por isso, estariam buscando uma vaga no Senado por São Paulo.
Repercussão das Críticas
Tarcísio afirmou que, se as pré-candidatas concorressem em seus estados, não seriam eleitas. Ele também enfatizou que não permitirá que elas tenham sucesso em São Paulo, prometendo trabalhar para garantir uma representação adequada no Senado. Essas declarações geraram reações imediatas das pré-candidatas.
Simone Tebet respondeu que não precisou “dar endereço alheio” para se candidatar e criticou a postura do governador. Marina Silva, por sua vez, destacou a desigualdade de tratamento entre sua candidatura e a de Tarcísio, chamando a situação de “dois pesos e duas medidas”.
A situação se torna ainda mais complexa considerando o histórico político de Tarcísio, que, embora tenha sido eleito governador, não tinha uma ligação direta com o eleitorado paulista quando foi lançado ao cargo por Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Durante a campanha, ele chegou a demonstrar insegurança em questões básicas, como onde votaria.
Com a proximidade das eleições, o embate entre os candidatos deve intensificar-se, refletindo as tensões políticas em São Paulo. A postura de Haddad e a resposta de Marina e Tebet podem influenciar a percepção do eleitorado sobre a representatividade feminina na política.











