O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), expressou seu descontentamento com a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que bloqueou 119 milhões de reais das contas do líder do PL, Valdemar Costa Neto. Motta qualificou a medida como uma “indevida intervenção judicial” nas atividades do Parlamento.
Em sua declaração, Motta argumentou que a decisão judicial tenta criminalizar a atividade política e interfere nas funções legislativas. Ele ressaltou que a atuação do Parlamento deve ser respeitada e que a decisão de Dino carece de fundamento adequado.
Contexto da Decisão Judicial
De acordo com informações da Polícia Federal, Valdemar Costa Neto, com o auxílio de três funcionários da Câmara, teria desviado cerca de 21 emendas parlamentares, totalizando 119,2 milhões de reais. A investigação aponta que ele teria escolhido os beneficiários das verbas nas planilhas enviadas aos ministérios responsáveis.
Motta defendeu a legalidade da alocação das emendas, afirmando que está em conformidade com as normas vigentes e os compromissos entre os poderes Executivo e Legislativo. Em nota, o presidente da Câmara afirmou que a decisão judicial não reflete a realidade das práticas parlamentares.
O presidente da Câmara também expressou confiança no trabalho dos servidores mencionados na decisão de Dino. Ele destacou que a autorização para que as equipes que assessoram deputados operacionalizem as indicações é parte do funcionamento normal do mandato.
Esse episódio levanta questões sobre a relação entre os poderes e a autonomia do Legislativo. A decisão do STF e a reação de Motta podem ter desdobramentos significativos na dinâmica política, especialmente em um ano eleitoral.











