O mercado global de smartphones enfrenta uma das suas maiores crises, com uma queda significativa nas remessas. No segundo trimestre de 2026, as vendas de aparelhos atingiram o menor nível desde 2013, refletindo um cenário desafiador para os fabricantes.
De acordo com a Counterpoint Research, as remessas de smartphones caíram 11% em relação ao ano anterior. O principal fator para essa diminuição é a escassez de chips de memória, exacerbada pela crescente demanda impulsionada pela inteligência artificial.
IA muda a disputa por componentes
Os fornecedores de memória estão priorizando clientes que atendem data centers de inteligência artificial, o que resulta em uma menor disponibilidade de chips para o setor de eletrônicos de consumo. Essa mudança impacta diretamente a produção de smartphones, levando a um aumento nos preços.
Com a escassez de componentes, os fabricantes repassaram parte dos custos aos consumidores, especialmente nos modelos básicos e intermediários. A expectativa é que essa pressão sobre os preços continue até 2027, afetando as vendas e a acessibilidade dos aparelhos.
Entre os principais efeitos dessa crise estão o aumento nos preços dos dispositivos, a queda nas vendas de modelos de entrada e a dificuldade para fabricantes que dependem de celulares mais baratos. A previsão é de uma queda de cerca de 14% nas remessas globais de smartphones neste ano.
Apple desafia tendência de queda
Enquanto a maioria das empresas enfrenta dificuldades, a Apple se destaca com um crescimento de 3% nas remessas no segundo trimestre. Isso resultou em uma participação recorde de 20% no mercado global, impulsionada pela demanda por modelos premium da linha iPhone.
A Samsung, por sua vez, recuperou a liderança do mercado com 24% de participação, beneficiada pelas vendas da linha Galaxy S26. Já marcas como Xiaomi, Oppo e Vivo enfrentam maiores desafios devido à sua dependência de modelos de entrada e intermediários, que são mais afetados pela crise de componentes.
A análise da Counterpoint Research revela que a indústria de smartphones agora compete por recursos limitados com a crescente demanda por inteligência artificial. Essa nova dinâmica de mercado exige que os fabricantes equilibrem preços e disponibilidade de componentes, impactando diretamente o consumidor final.











