O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explique o envio de uma carta a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Além disso, Moraes suspendeu as visitas do senador ao pai por um período de 90 dias, em uma decisão que gera repercussões significativas no cenário político atual.
A medida foi anunciada nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026, após Flávio realizar uma transmissão ao vivo nas redes sociais, onde leu a carta enviada por Jair. No documento, o ex-presidente se refere ao filho como seu “porta-voz” nas próximas eleições, o que levantou questionamentos sobre a legalidade da ação.
Contexto da Decisão
A decisão de Moraes ocorre em meio a uma crise interna no PL, exacerbada por declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que acusou Flávio de tê-la “humilhado”. O clima de tensão no partido pode impactar a estratégia eleitoral da legenda, especialmente com a proximidade das eleições.
O ministro destacou que a conduta de Flávio, ao divulgar a carta nas redes sociais, configura um “ostensivo desvio de finalidade” no exercício do seu direito de visita. Moraes enfatizou que essa ação desrespeita as medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que atualmente cumpre prisão domiciliar.
Além disso, Moraes lembrou que o senador já havia descumprido ordens anteriores, como quando convocou uma vigília em apoio ao pai, que na ocasião estava sob monitoramento eletrônico após condenação por tentativa de golpe de Estado.
A defesa de Jair Bolsonaro agora tem um prazo de 48 horas para apresentar suas explicações ao Supremo Tribunal Federal. O desdobramento desse caso pode influenciar não apenas a situação jurídica dos envolvidos, mas também a dinâmica política do PL e suas perspectivas eleitorais.











