Os preços do petróleo dispararam mais de 9% nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. O restabelecimento do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos e a proposta de tarifas para navios que desejam atravessar o Estreito de Ormuz foram os principais fatores que impulsionaram essa alta.
O barril de Brent, referência internacional, fechou a 83,80 dólares, com um aumento de 9,59%. Essa foi uma das maiores altas em um único dia desde o início do conflito, refletindo a preocupação dos mercados com a instabilidade na região.
O equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI), também registrou um aumento significativo de 9,42%, alcançando 78,14 dólares por barril. Esse cenário levanta questões sobre o impacto nos preços dos combustíveis e na economia global.
Impactos Globais e Reflexos no Brasil
Analistas do Eurasia Group destacam que, embora os mercados tenham ignorado ataques recentes no Estreito de Ormuz, a reimposição do bloqueio muda o panorama. O abastecimento de petróleo, vital para a economia global, pode ser afetado, gerando incertezas sobre os preços no mercado internacional.
A Guarda Revolucionária do Irã acusou os Estados Unidos de ameaçar o abastecimento mundial de petróleo, enquanto o presidente Donald Trump anunciou que Washington “assumiria o controle” do estreito. Essa situação pode levar a um aumento nos custos de importação de petróleo para o Brasil, impactando diretamente os consumidores.
Com o Brasil sendo um importador significativo de petróleo, a alta nos preços pode refletir em aumentos nos combustíveis e na inflação. O governo brasileiro e os analistas econômicos monitoram de perto a situação, pois qualquer escalada no conflito pode ter desdobramentos diretos na economia nacional.











