Cuba enfrenta um grave colapso em sua rede elétrica, com o terceiro apagão geral registrado em menos de dez dias. Este evento, que afeta toda a população de 9,6 milhões de habitantes, ocorre em um contexto de crise energética agravada por um embargo de petróleo imposto pelos Estados Unidos.
O apagão mais recente aconteceu na manhã de 14 de julho, às 11h05, horário local. A interrupção total do Sistema Elétrico Nacional (SEN) foi confirmada pela União Elétrica (UNE), que ainda não divulgou as causas do problema.
Impactos da Crise Energética em Cuba
Este é o terceiro apagão em todo o país desde o início de julho e o quinto somente neste ano. Nos apagões anteriores, a UNE levou mais de 24 horas para restabelecer a energia, evidenciando a fragilidade da infraestrutura elétrica cubana.
A situação se deteriorou significativamente desde o fim de 2024, quando a ilha começou a enfrentar apagões frequentes devido à obsolescência de suas instalações e à escassez de combustível. O embargo dos EUA, que limita o envio de petróleo para geradores elétricos, intensificou a crise.
Os geradores, que são essenciais para complementar a produção das antigas usinas termelétricas, frequentemente apresentam falhas ou precisam ser desligados para manutenção. Essa realidade tem gerado descontentamento entre os cubanos, que enfrentam dificuldades diárias sem energia elétrica.
As relações entre Cuba e Estados Unidos, já tensas, se tornaram ainda mais complicadas desde o início do ano. O presidente norte-americano, Donald Trump, classifica a ilha como uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional dos EUA, o que dificulta qualquer avanço nas negociações entre os dois países.
Para o Brasil, a situação em Cuba pode servir como um alerta sobre os riscos de dependência energética e a importância de diversificação de fontes. A crise cubana destaca a necessidade de políticas públicas robustas para garantir a segurança energética, um tema cada vez mais relevante no cenário global.











