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Tarifa dos EUA é chamada de ‘injusta’ pelo Brasil em reunião
Imagem: Reprodução
Brasil

Tarifa dos EUA é chamada de ‘injusta’ pelo Brasil em reunião

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O governo brasileiro classificou como “injusta” a possível imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. A declaração foi feita durante uma reunião de alto nível com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, realizada na terça-feira, 14 de julho de 2026.

Este encontro ocorreu um dia antes do prazo final para a decisão da administração do presidente Donald Trump sobre a adoção das sobretaxas. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou que essa foi a quinta reunião entre autoridades dos dois países desde a criação de um grupo de trabalho voltado ao diálogo comercial em maio.

Crítica às tarifas

No comunicado oficial, o Mdic destacou que as recomendações do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) não têm fundamento técnico. O governo brasileiro argumenta que a adoção de novas barreiras comerciais não é justificada.

As críticas se concentram na proposta de uma sobretaxa de 25% para produtos brasileiros e uma tarifa adicional de 12,5% relacionada a investigações sobre trabalho forçado, que afetaria também outras 59 economias. O governo brasileiro reafirmou que a aplicação de qualquer sobretaxa é injusta e não contribui para um acordo bilateral.

Negociação mantida

Além do Mdic, participaram da reunião representantes do Ministério das Relações Exteriores e da Assessoria Especial da Presidência da República. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou a continuidade do diálogo com Washington para evitar a adoção das tarifas.

Nos bastidores, interlocutores do governo observam que, apesar dos avanços nas negociações, a posição americana se tornou mais rígida nas últimas semanas. O governo brasileiro busca uma solução negociada para o impasse.

Investigação americana

As possíveis tarifas são resultado de uma investigação conduzida pelo USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O governo americano acusa o Brasil de práticas prejudiciais em áreas como comércio digital e questões ambientais.

O governo brasileiro, por sua vez, defende que as alegações não justificam a imposição das medidas comerciais. A expectativa é que a decisão final sobre as tarifas seja anunciada em breve.

Impacto esperado

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que cerca de 4,2 mil produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos poderão ser afetados. Esses produtos representam aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações.

Itens como ferro-gusa, molduras de madeira e álcool etílico estão entre os produtos que podem ser atingidos. Enquanto aguarda a decisão americana, o governo brasileiro mantém as negociações diplomáticas e não descarta a possibilidade de adotar medidas de resposta caso as tarifas sejam implementadas.

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