A soja voltou a registrar valorização na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira (15), recuperando parte das perdas da sessão anterior e se aproximando da marca psicológica de US$ 12 por bushel. Esse movimento é impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo o clima nas lavouras norte-americanas, a demanda da China e as tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Na manhã de hoje, os principais contratos futuros avançavam entre 5 e 7,25 pontos, com os vencimentos de agosto e novembro negociados a US$ 11,97 por bushel. O contrato para janeiro de 2027 era cotado a US$ 12,12 por bushel, refletindo uma recuperação após o mercado ter realizado lucros na véspera.
Petróleo e geopolítica sustentam as cotações
Além dos fundamentos da soja, o mercado também observa o desempenho positivo de outros grãos em Chicago. O trigo, por exemplo, registrou uma valorização superior a 3%, enquanto milho, farelo e óleo de soja também operavam em alta, oferecendo suporte adicional às cotações da oleaginosa.
A situação geopolítica, especialmente as incertezas envolvendo Estados Unidos e Irã, continua a elevar a volatilidade no mercado internacional de energia. Os contratos do petróleo permanecem acima dos US$ 80 por barril, com o Brent próximo de US$ 85,50, o que fortalece o mercado de óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Clima nos EUA e demanda da China em foco
O clima nos Estados Unidos é um dos principais fatores que direcionam as negociações. Os investidores monitoram de perto os mapas meteorológicos para o Meio-Oeste, onde a safra de soja está em fases decisivas de desenvolvimento. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que 65% das lavouras estão em condição boa ou excelente.
Enquanto isso, a demanda da China continua a oferecer sustentação às cotações. Em junho, o país importou 13,55 milhões de toneladas de soja, um aumento de 10,5% em relação ao ano anterior, evidenciando o apetite por essa commodity.
No Brasil, a valorização do real frente ao dólar tem limitado a competitividade da soja nacional nas exportações. Apesar disso, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou sua estimativa para a safra brasileira, projetando uma produção recorde de 180,57 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa.
Os próximos dias devem manter a volatilidade no mercado da soja, com investidores atentos ao clima nos EUA, ao relatório da NOPA, ao ritmo das compras chinesas e aos desdobramentos geopolíticos. Esses fatores serão cruciais para determinar se a soja conseguirá romper a barreira dos US$ 12 por bushel e sustentar um novo ciclo de valorização.











