A cidade de Betânia, em Pernambuco, se prepara para mais uma edição do projeto Cariri Cangaço, que terá início nesta quinta-feira, 16 de julho. O evento é especialmente significativo, pois ocorre no mês em que se recorda o Massacre de Angico, um marco trágico na história do cangaço, que resultou na morte de Lampião e de outros cangaceiros em 1938.
Durante os três dias de programação, os participantes poderão visitar locais históricos da cidade que têm ligação direta com a trajetória do cangaço. Entre os pontos de interesse estão os sítios Taboquinha, Saco dos Pequenos e Melância, além da comunidade Jurema e do Centro de Betânia, onde serão discutidos eventos importantes que moldaram a história do movimento cangaceiro.
Programação e Atrações
A abertura do evento está marcada para às 18h no Clube Oásis do Sertão, onde serão entregues comendas a familiares de figuras importantes do cangaço. A programação inclui a exibição do curta-metragem Achei no Sertão, do fotógrafo Aldamir Júnior, além de uma apresentação do grupo de xaxado Os Navieiros e uma palestra do historiador Louro Teles, autor do livro A maior batalha de Lampião: Serra Grande e a invasão de Calumbi.
Outro ponto alto do evento será o lançamento do livro Martírio no Cangaço, da escritora Luma Hollanda. A obra explora a vida da cangaceira Lídia e sua relação com Zé Baiano, oferecendo uma nova perspectiva sobre a história do cangaço e suas personagens femininas.
O Cariri Cangaço, criado em 2009 pelo cearense Manoel Severo, se consolidou como um evento itinerante que promove a pesquisa e o debate sobre a cultura nordestina. Ao longo dos anos, o projeto tem contribuído para o fortalecimento da identidade cultural do sertão, atraindo a atenção de estudiosos e entusiastas da história do Brasil.
Para o público de Uberlândia e região, a participação em eventos como o Cariri Cangaço é uma oportunidade de se conectar com a rica história do cangaço e entender suas implicações na formação da cultura nordestina. O evento não só celebra a memória de figuras icônicas, mas também promove a reflexão sobre a identidade e a resistência cultural do sertão.











