O mercado global de açúcar enfrenta uma nova onda de desvalorização, com os preços recuando nas bolsas internacionais. A pressão sobre os valores é resultado do aumento das expectativas de oferta nos principais países produtores, como a Índia, e da liquidação de posições por fundos de investimento. O cenário impacta diretamente o mercado brasileiro, que também registra quedas nas cotações do açúcar cristal e do etanol hidratado.
As condições climáticas favoráveis na Índia, um dos maiores produtores de açúcar do mundo, têm contribuído para a redução das preocupações com a oferta global. Essa melhora climática é um fator crucial que influencia as cotações internacionais, levando a uma expectativa de maior disponibilidade da commodity no mercado.
Açúcar bruto e branco em queda nas bolsas internacionais
Na ICE Futures US, em Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto fecharam em baixa, com o vencimento de outubro de 2026 cotado a 14,85 cents de dólar por libra-peso. Essa desvalorização reflete a tendência de correção observada nos últimos pregões, evidenciando a pressão sobre os preços devido à expectativa de maior oferta.
Da mesma forma, o açúcar branco na ICE Europe, em Londres, também apresentou perdas. O contrato para agosto de 2026 encerrou a US$ 449,20 por tonelada, uma queda significativa em relação ao pregão anterior. Essa movimentação no mercado internacional repercute diretamente nos preços praticados no Brasil.
No Brasil, o Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo fechou a R$ 91,58 por saca de 50 quilos, com uma queda diária de 0,58%. Apesar da retração, o indicador ainda acumula uma leve alta no mês de julho, mostrando que o mercado interno mantém alguma resistência em relação ao desempenho internacional.
O mercado de etanol hidratado também não escapou da pressão de preços, com o biocombustível sendo negociado a R$ 2.233,50 por metro cúbico, representando uma queda de 0,20% na comparação diária. No acumulado de julho, a desvalorização chega a 5,58%, refletindo o aumento da oferta e a pressão do mercado de combustíveis.
Os investidores continuam atentos às condições climáticas e aos dados de safra, que podem impactar a produção nos principais polos exportadores. Mudanças climáticas, como as provocadas pelo fenômeno El Niño, ainda podem afetar a produtividade em países como Brasil, Tailândia e Índia, alterando o comportamento dos preços nos próximos meses.











