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Brasil se prepara para apoiar empresas após tarifa de 25% dos EUA sobre exportações
Imagem: Reprodução
Uberlândia

Brasil se prepara para apoiar empresas após tarifa de 25% dos EUA sobre exportações

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Após o anúncio das novas tarifas dos Estados Unidos, o Governo do Brasil decidiu oferecer apoio aos setores impactados pela medida. A sobretaxa de 25% será aplicada a diversos produtos brasileiros a partir do dia 22 de julho. O Planalto classificou a decisão como um “marco lamentável” nas relações bilaterais e anunciou que acionará mecanismos de reciprocidade, além de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Na quarta-feira (15), o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) confirmou a imposição da sobretaxa, que resulta de uma investigação de um ano. O USTR alegou que práticas brasileiras relacionadas ao comércio digital e à proteção da propriedade intelectual prejudicam agricultores e exportadores americanos.

A embaixadora Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, afirmou que a decisão visa corrigir práticas comerciais desleais, mas destacou que o governo americano está aberto a futuras negociações para resolver as questões levantadas.

Em resposta, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou que o governo está preparando um programa de apoio às empresas afetadas. Instituições como o BNDES e a ApexBrasil intensificarão ações para abrir novas frentes comerciais e ajudar as empresas a enfrentar os impactos da sobretaxa.

Nem todos os produtos brasileiros foram afetados pela nova tarifa. Itens como aeronaves, petróleo e café ficaram de fora, enquanto setores como siderurgia e vestuário foram impactados. O governo brasileiro, por sua vez, negou as irregularidades apontadas pelo USTR e afirmou que a investigação não tem respaldo nas regras de comércio internacionais.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou a postura dos EUA, alegando que tentaram impor uma capitulação ao Brasil nas negociações. A Federação das Indústrias de São Paulo e a Federação das Indústrias de Minas Gerais também se manifestaram, pedindo um diálogo mais construtivo e a reversão das tarifas, que já estão afetando as exportações brasileiras.

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