A Polícia Civil do Paraná divulgou que o laudo preliminar sobre a morte do estudante de aviação civil Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, indica asfixia mecânica como a causa do falecimento. O inchaço nas vias aéreas, provocado pelo contato com uma substância química durante o tradicional banho de óleo, foi o fator determinante. O edema fechou a garganta e as vias respiratórias do jovem, resultando em sufocamento.
Ainda segundo a corporação, a conclusão dos laudos periciais é aguardada para o fechamento oficial do caso. O laudo preliminar foi finalizado na segunda-feira (20) e enviado à Polícia Civil, que dará sequência ao inquérito.
A Polícia Civil acredita que a asfixia pode ter sido desencadeada por uma reação alérgica grave, semelhante a um choque anafilático. Esse tipo de reação provoca inchaço rápido, comprometendo a respiração, o que pode ter ocorrido com Gustavo. A suspeita já havia sido levantada pelos socorristas que atenderam a ocorrência.
Um aspecto que chamou a atenção foi o odor estranho da substância utilizada no banho de óleo. O delegado responsável pelo caso mencionou que isso reforça as investigações sobre a origem do produto. A polícia está averiguando se a substância estava adulterada ou se houve ingestão por parte do estudante.
O incidente aconteceu no Centro de Instrução de Aviação Civil de Ponta Grossa, no Paraná, logo após Gustavo completar seu primeiro voo solo. Após o contato com o produto, ele começou a passar mal e recebeu os primeiros socorros no local, mas não sobreviveu. O instrutor que aplicou o banho de óleo foi preso em flagrante por homicídio culposo, mas foi liberado após pagamento de fiança. A identidade do instrutor ainda não foi divulgada.
O Centro de Instrução de Aviação Civil do Aeroclube de Ponta Grossa lamentou a morte de Gustavo e afirmou que o episódio ocorreu fora de suas instalações. A investigação continua para esclarecer todos os detalhes e a origem da substância que causou a tragédia.











