Moagem de cana registra forte queda no Centro-Sul
A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil apresentou uma queda significativa de 28,4% na segunda quinzena de junho da safra 2026/27. Com apenas 31,15 milhões de toneladas processadas, o resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, indicando uma oferta reduzida de matéria-prima para as usinas.
Esse cenário de retração surpreendeu analistas e produtores, que esperavam um desempenho melhor no início da safra. A diminuição na moagem pode impactar diretamente a produção de açúcar e etanol, produtos essenciais para a economia da região.
Chuvas podem ter afetado a colheita e o ritmo das usinas
Embora o Ministério da Agricultura não tenha especificado os motivos da queda, chuvas atípicas no Centro-Sul durante o período de colheita podem ter dificultado as operações no campo. Essas condições climáticas elevam os custos operacionais e comprometem a eficiência das usinas.
As chuvas prolongadas não apenas atrasam a colheita mecanizada, mas também podem afetar a qualidade da cana, resultando em menor rendimento na produção de açúcar e etanol.
Produção de açúcar sofre queda superior a 44%
A produção de açúcar foi ainda mais impactada, com uma queda de 44,2%, totalizando 1,61 milhão de toneladas. Esse resultado superou as previsões do mercado, que esperava uma redução de 34,4%.
Essa diminuição acentuada na produção de açúcar pode afetar os preços no mercado interno e internacional, além de influenciar a dinâmica do setor sucroenergético brasileiro.
Produção de etanol também recua
Além do açúcar, a produção de etanol também apresentou um desempenho inferior, com 1,7 bilhão de litros produzidos, representando uma queda de 13,1% em relação ao ano anterior. Essa retração também ficou acima das expectativas do mercado, que previa uma redução mais modesta.
O impacto na produção de biocombustíveis pode afetar a oferta e os preços, considerando a crescente demanda por etanol no Brasil e no exterior.
Mercado acompanha impacto sobre oferta de açúcar e biocombustíveis
Os dados recentes reforçam a preocupação do setor sucroenergético em relação à safra 2026/27. Se as condições climáticas continuarem a interferir nas operações agrícolas e industriais, o mercado poderá ver revisões nas estimativas de produção ao longo da safra.
A evolução das próximas semanas será crucial para determinar se a queda na produção é temporária ou se reflete uma tendência mais duradoura, impactando, assim, a economia regional e o comportamento do setor agrícola. O acompanhamento atento dessas variáveis será fundamental para os produtores e consumidores.











