As exportações de café do Brasil na safra 2025/26 apresentaram uma queda de 15,7%, refletindo a menor oferta do grão no mercado. Apesar da redução no volume embarcado, a receita gerada pelas vendas externas se manteve em níveis elevados, impulsionada pelos preços internacionais favoráveis ao longo do período.
Desempenho das exportações brasileiras
De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país exportou 38,462 milhões de sacas de 60 quilos entre julho de 2025 e junho de 2026. A receita cambial alcançou US$ 14,595 bilhões, uma leve queda de 1% em relação ao ciclo anterior, mas ainda assim, o segundo maior resultado já registrado.
No mês de junho, os embarques totalizaram 3,060 milhões de sacas, representando um aumento de 16,9% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Entretanto, a receita nesse período foi de US$ 972,8 milhões, com uma diminuição de 6% em relação ao ano passado.
No primeiro semestre de 2026, o Brasil exportou 17,831 milhões de sacas, uma queda de 8,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita foi de US$ 6,534 bilhões, apresentando uma redução de 13,3% na comparação anual.
A diminuição nas exportações já era esperada devido à menor disponibilidade de café ao longo da safra. Contudo, a valorização das cotações internacionais ajudou a manter a receita próxima ao recorde do ciclo anterior, beneficiando os produtores que conseguiram comercializar suas safras a preços mais altos.
Um dado interessante é que a Alemanha ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o principal comprador do café brasileiro, adquirindo 5,188 milhões de sacas, embora tenha registrado uma queda de 20,6% em relação ao ano anterior. Os Estados Unidos, que ocupavam a liderança desde 2009/10, ficaram em segundo lugar com 4,243 milhões de sacas, uma queda significativa de 43,2%.
O café arábica continuou a ser o tipo mais exportado, totalizando 29,499 milhões de sacas, o que representa 76,7% dos embarques totais. Apesar de sua liderança, o volume foi 15,3% menor que na safra anterior, refletindo os desafios enfrentados pelos produtores.
Os cafés especiais, que incluem produtos de qualidade superior, representaram 19,2% das exportações brasileiras, com 7,388 milhões de sacas embarcadas. Embora tenha havido uma redução de 17,1% em volume, esse segmento gerou uma receita de US$ 3,160 bilhões, demonstrando a valorização do café de qualidade no mercado internacional.











