A Prefeitura de São Paulo credenciou a Uber para operar o transporte de passageiros por motocicletas, mas o serviço ainda está suspenso. A autorização só será válida após a empresa cumprir todas as exigências da legislação municipal, conforme determinado por uma decisão judicial.
O credenciamento foi realizado em resposta a uma ordem judicial que exigia a formalização em 48 horas. No entanto, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) esclarece que a Uber ainda não está autorizada a iniciar as corridas de moto na cidade.
Exigências para o início das operações
Para que a Uber possa começar a operar, a administração municipal impôs uma série de requisitos. A empresa deve comprovar que atende às normas estabelecidas para o transporte remunerado por motocicletas, incluindo a apresentação de uma prova de conceito.
Entre as exigências, destaca-se que apenas motociclistas e veículos previamente cadastrados poderão realizar corridas. Além disso, a plataforma deve exibir os certificados exigidos pela regulamentação e implementar limitações de velocidade no aplicativo.
Os passageiros também deverão receber capacetes e coletes refletivos, e as viagens serão bloqueadas em áreas onde o serviço é proibido, como o Minianel Viário. A prefeitura poderá ainda exigir integração tecnológica para monitorar a operação.
Riscos à segurança no trânsito
A administração municipal justifica as exigências citando os altos índices de acidentes envolvendo motociclistas. Em 2025, 475 motociclistas perderam a vida no trânsito da capital, e no primeiro semestre de 2026, foram registradas 238 mortes.
Além disso, dados da Rede Lucy Montoro indicam que mais da metade dos motociclistas atendidos após acidentes ficam paraplégicos ou sofrem amputações. A prefeitura acredita que a expansão do transporte por motocicletas pode aumentar a pressão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS).
A disputa entre a prefeitura e as plataformas de transporte continua na Justiça. A administração recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo para tentar reverter a decisão que determinou o credenciamento, mas reafirma que a Uber precisa atender a outras exigências antes de iniciar as operações.











