O mercado da soja no Brasil teve um desempenho positivo em julho, com aumento significativo nos preços tanto no país quanto na Bolsa de Chicago. Essa valorização é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a alta das cotações internacionais e prêmios firmes nos portos brasileiros, que melhoraram a comercialização, mesmo com um câmbio menos favorável para os produtores.
Nas principais regiões produtoras, os preços da soja mostraram ganhos expressivos. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 129,00 para R$ 140,00. Em Cascavel (PR), a valorização foi de R$ 124,00 para R$ 134,00, enquanto em Rondonópolis (MT), os preços passaram de R$ 115,00 para R$ 127,00.
Valorização nos mercados internacionais
No Porto de Paranaguá (PR), referência para exportação, a soja teve um aumento de aproximadamente R$ 135,00 para R$ 145,00 por saca. Esse movimento reflete a melhora do cenário internacional e a sustentação dos prêmios de exportação.
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros também acompanharam a tendência de alta. O contrato de novembro, que é referência para a nova safra norte-americana, teve uma alta mensal de 4,26%, sendo negociado próximo de US$ 11,92 por bushel. Durante o mês, os preços chegaram a ultrapassar os US$ 12,50 por bushel, os melhores níveis em mais de dois anos.
A expectativa para a safra brasileira de soja 2026/27 é de crescimento, com uma área cultivada estimada em 49,107 milhões de hectares, um aumento de cerca de 1,2%. Contudo, os produtores permanecem cautelosos devido aos riscos climáticos e ao aumento dos custos de produção, que podem impactar a rentabilidade.
O clima será um fator crucial para o sucesso da próxima safra. A possibilidade de um evento de El Niño mais intenso gera preocupações sobre o impacto nas produtividades, especialmente em regiões que já enfrentam desafios climáticos. Apesar disso, a expectativa de produção brasileira é de cerca de 180,089 milhões de toneladas, ligeiramente acima da safra anterior.
Com a ampliação da área plantada nos Estados Unidos e a demanda crescente da China, o mercado da soja se apresenta equilibrado. Os produtores brasileiros devem continuar atentos às condições climáticas e aos preços internacionais para definir suas estratégias de investimento na safra 2026/27.











