
A equipe de advogados que defende o ex-policial militar Ronnie Lessa foi pega de surpresa com a revelação de que Élcio Queiroz fez uma delação premiada e afirmou que Lessa é o autor dos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco (PSOL) em 2018.
“Estamos avaliando, precisamos conversar com o nosso cliente. Há uma suposta reviravolta, porque Ronnie sempre negou de forma veemente envolvimento com o crime”, afirmou à CNN o advogado Fernando Santana, que defende Ronnie Lessa.
Presos desde março de 2019, os réus por terem participado do crime foram procurados por praticamente todos os grupos de investigadores que estiveram à frente do caso para delatar.
A primeira proposta foi feita em novembro de 2019, em uma reunião que durou dez horas no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia. Na ocasião, a Polícia Civil do Rio ofereceu a Élcio e Ronnie a possibilidade de reduzirem suas penas caso entregassem o nome do mandante do crime.
Ronnie Lessa rechaçou a ideia de imediato, assim como Queiroz. Depois de tantas ofertas, neste ano Élcio Queiroz topou fechar a delação porque, segundo investigadores, se sentiu “abandonado” por Lessa e sua família duas vezes: a PF apresentou a Queiroz uma prova irrefutável de que Lessa havia pesquisado informações sobre a vereadora Marielle –algo que o ex-PM sempre negou.
Queiroz também se sentiu abandonado quando soube, pela PF, que a esposa de Ronnie Lessa havia dito aos investigadores federais que a dupla não passara o dia do crime em sua casa, derrubando, assim, a versão combinada dos dois.
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Socióloga e mestre em Administração Pública, Marielle Franco era vereadora do Rio de Janeiro. Ela foi assassinada em 14 de março de 2018 em um atentado ao carro onde ela estava; 13 tiros atingiram o veículo
Crédito: Reprodução/Instagram
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Anderson Gomes, motorista do carro que levava Marielle, também morreu no atentado
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Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são os acusados do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes
Crédito: Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil
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A Justiça brasileira segue na busca pelos mandantes do assassinato da vereadora
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Uma estátua de Marielle Franco foi inaugurada na Praça Mário Lago, no centro da capital fluminense
Crédito: Divulgação/Instituição Marielle Franco
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Marielle era presidente da Comissão da Mulher na Câmara; segundo o Instituto Marielle Franco, ela iniciou sua militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário e perder uma amiga, vítima de bala perdida, num tiroteio entre policiais e traficantes no Complexo da Maré
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A irmã de Marielle, Anielle Franco, é ministra da Igualdade Racional do Brasil do governo Lula
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Marielle Franco era casada com a também vereadora Monica Benicio
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