Uberlandia, MG Sex, 02 de outubro
21° Máx. 26° · Mín. 20° Nublado
Previsão para Uberlândia Hoje: nublado
Amanhã, 03/10 28° 20° 92% chuva
dom, 04/10 29° 20° 87% chuva
seg, 05/10 27° 20° 59% chuva
ter, 06/10 27° 20° 71% chuva
qua, 07/10 29° 19° 67% chuva
qui, 08/10 30° 20° 40% chuva
sex, 09/10 30° 22° 31% chuva
Dados meteorológicos fornecidos por Open-Meteo.
Fifa denuncia esforço para enfraquecer instituição e Gianni Infantino em meio a crise
Foto original adaptada visualmente por IA.
Futebol

Fifa denuncia esforço para enfraquecer instituição e Gianni Infantino em meio a crise

Compartilhar Facebook X WhatsApp Telegram

A Fifa afirmou, em comunicado divulgado neste sábado (8), que há “um esforço orquestrado e contínuo por parte de alguns para minar a instituição e o seu presidente”, Gianni Infantino. A manifestação ocorre em meio à turbulência provocada pelo projeto, que não avançou, de abrir a entidade a investidores privados.

Candidato à reeleição para o comando da Fifa em 2027, Infantino tem sido alvo de críticas, especialmente da Uefa. Na quinta-feira, a entidade europeia manteve a ameaça de boicotar as Copas do Mundo por considerar insuficiente a retirada do projeto.

Único candidato declarado até o momento, o dirigente ítalo-suíço precisa obter a maioria dos 211 votos das associações membros da Fifa para ser reeleito, em março, para um mandato de quatro anos. Ele ocupa o cargo desde 2016.

Em uma declaração atribuída a um porta-voz, a Fifa afirmou que, seguindo manifestações recentes da Conmebol e da CAF e discussões com associações e confederações de diferentes partes do mundo, não apoiará, facilitará nem tolerará qualquer processo relacionado à eleição do presidente que seja incompatível com os estatutos da entidade.

Acusações de favorecimento

Na sexta-feira, o Telegraph publicou que Infantino, secretário-geral da Uefa entre 2009 e 2016, teria usado sua influência para garantir a promoção de uma funcionária com quem mantinha um relacionamento íntimo. O presidente da Fifa negou categoricamente as informações.

O jornal britânico, que não citou suas fontes, informou que a funcionária, após ser promovida na Uefa, recebeu uma “indenização de seis dígitos” ao deixar o cargo, em ano não especificado. Ela também teria tido despesas de um curso em uma escola de negócios pagas, no valor de cerca de 50 mil euros, aproximadamente R$ 292 mil na cotação atual.

Consultada pela AFP, a Uefa admitiu que “foi feito um pagamento” na ocasião, acompanhado da quitação das despesas de um programa de MBA em uma escola de negócios local.

Sem citar diretamente a reportagem, a Fifa declarou que informações recentes incluíram “alegações infundadas e afirmações claramente falsas sobre a Fifa e seu presidente”. A entidade acrescentou que “especulações e insinuações não devem ser apresentadas como fatos, e a repetição não transforma uma acusação em verdade”.

Apoio da Conmebol e da CAF

A Fifa também destacou o apoio recebido das confederações da América do Sul, a Conmebol, e da África, a CAF. Segundo a entidade, ela “não apoiará, facilitará nem tolerará qualquer processo relativo à eleição do presidente da Fifa que seja incompatível com os estatutos”.

“Aqueles que não contam com o apoio das Associações Membro da Fifa não devem tentar obter, por meio de acusações, insinuações ou desinformação, o que não conseguem alcançar através dos processos democráticos estabelecidos pela Fifa”, afirmou a entidade.

A manifestação ocorreu quatro dias após uma reunião de crise no Marrocos, que terminou com “apoio total” da direção a Infantino e “pedidos de desculpas pelos erros” relacionados às decisões sobre o projeto de privatização. Na ocasião, a Fifa afirmou que não pretendia fazer com que o Conselho ou as associações membros se sentissem excluídos do processo, que “deveria ter sido conduzido de outra maneira”.

Boicote e pedido de renúncia

Um dia depois da reunião, a Uefa reiterou o boicote às competições da Fifa, incluindo as Copas do Mundo, citando a “perda de confiança” em Infantino.

O dirigente recebeu o apoio da CAF e, na sexta-feira, viajou a Cali para acompanhar a posse de Abelardo de la Espriella como presidente da Colômbia. Na cidade, também encontrou apoio da Conmebol.

“Não se pode ignorar esse grande trabalho (de Infantino)”, disse o presidente da entidade sul-americana, o paraguaio Alejandro Domínguez, a um veículo de imprensa local em Cali. “É preciso continuar trabalhando pelo futebol, com diálogo. Nem sempre é preciso concordar.”

Horas antes, a Federação Norueguesa de Futebol pediu a renúncia de Infantino. A entidade lidera as críticas ao dirigente há vários anos, conforme anunciou sua presidente, Lise Klaveness, considerada por alguns observadores uma possível candidata à sucessão.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta
Miramontes 350×700
Notíciasletter
Receba nossas noticias
Um resumo direto no seu e-mail.
Sign In/Sign Up Pesquisar
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...