O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas não foi discutida durante sua reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. O encontro, que durou cerca de três horas, abordou principalmente o combate ao crime organizado e as relações comerciais entre os dois países.
Trump, em seu segundo mandato, intensifica o combate ao que considera “narcoterrorismo”, direcionando sua atenção para cartéis latino-americanos. Essa postura gera preocupação no Brasil, que teme que facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital sejam rotuladas como terroristas, o que teria sérias implicações legais e de soberania.
Colaboração Regional no Combate ao Crime
Lula destacou a disposição do Brasil em formar um grupo de trabalho com outros países da América Latina para enfrentar o crime organizado de maneira conjunta. Ele enfatizou que a luta contra o crime deve ser uma responsabilidade compartilhada, e não dominada por uma única nação.
O presidente brasileiro também mencionou a importância do multilateralismo em sua abordagem, criticando as políticas unilaterais de Trump, especialmente em relação às tarifas. Lula expressou interesse em parcerias comerciais, ressaltando que o Brasil está aberto a investimentos em seu potencial mineral, incluindo terras raras.
Após a reunião, Lula e Trump discutiram questões comerciais, incluindo tarifas que afetam a importação de produtos brasileiros. O clima do encontro foi descrito como positivo, com ambos os líderes se comprometendo a continuar o diálogo sobre temas de interesse mútuo.
A relação entre Brasil e Estados Unidos passou por tensões em 2025, principalmente devido às tarifas impostas por Trump. No entanto, a recente suspensão de algumas taxações por parte dos EUA, em resposta a pressões inflacionárias, sinaliza uma possível melhora nas relações comerciais.
O encontro na Casa Branca, que foi adiado devido ao início do conflito entre EUA e Irã, representa um passo importante para a reaproximação entre os dois países. A expectativa é que novas reuniões sejam agendadas para abordar as divergências comerciais e fortalecer a cooperação em segurança e economia.











