A Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham) defende que o governo brasileiro evite adotar medidas de retaliação contra os Estados Unidos em resposta às tarifas comerciais impostas pelo país.
Na quinta-feira (13), o governo federal anunciou a abertura formal de um processo para avaliar se as tarifas aplicadas às exportações brasileiras serão respondidas com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
A medida não significa que o Brasil tenha decidido aplicar imediatamente contr tarifas ou outras ações contra produtos norte-americanos. Neste momento, o governo inicia uma análise para verificar se as medidas dos Estados Unidos justificam respostas previstas na legislação brasileira.
Em nota, a Amcham pediu a intensificação do diálogo de alto nível e das negociações entre os dois governos para reduzir a sobretaxação e evitar novas restrições.
“A Amcham considera que a adoção de eventuais contramedidas deve ser evitada, diante do considerável risco de elevar custos para empresas e consumidores, afetar cadeias produtivas e investimentos e levar a uma escalada comercial e política na relação com os Estados Unidos, reduzindo o espaço para o diálogo e tornando mais difícil alcançar uma solução negociada”, afirmou a entidade.
Segundo a organização, uma pesquisa apontou que 90,5% das empresas defendem o diálogo diplomático e comercial com os Estados Unidos, enquanto 3,2% apoiam a adoção de medidas de reciprocidade.
A Amcham considera fundamental que a estratégia seja conduzida com equilíbrio, moderação e avaliação criteriosa dos impactos, além da participação do setor empresarial.
Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que ouvirá empresários brasileiros e estrangeiros sobre os possíveis impactos da aplicação da Lei da Reciprocidade em resposta às tarifas norte-americanas.
A Amcham é formada por empresas dos dois países interessadas em relações comerciais conjuntas.











