Em celebração aos 45 anos do programa Viva Maria, o projeto “Viva Maria na Academia” já identificou cerca de 30 trabalhos acadêmicos que analisam a trajetória da atração e sua contribuição para a comunicação pública e a defesa dos direitos das mulheres.
Lançado em março deste ano, o projeto foi tema da edição desta segunda-feira, 17, que recebeu a jornalista paraense Gabriela Sobral Marques Feitosa. Ela é autora do estudo “Viva Maria: uma voz em prol das mulheres no rádio”, apresentado em 2012 no Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB).
Gabriela contou que passou a se interessar pelo programa depois de assistir, na TV Brasil, a uma reportagem do Caminhos da Reportagem sobre a trajetória de Mara Régia e sua atuação na Rádio Nacional da Amazônia. Paraense e amazônida, a pesquisadora se identificou com a relação construída pelo programa com as mulheres da região e com a capacidade do rádio de levar informação e cidadania.
Para realizar a pesquisa, ela consultou os arquivos dos jornais Correio Braziliense e Jornal de Brasília, além de referências bibliográficas sobre mobilização social, comunicação popular e educomunicação. Com base na análise de diferentes edições do programa, investigou a contribuição do Viva Maria para a mobilização das mulheres e para a comunicação de interesse público.
O estudo também aborda a relação do programa com o movimento de mulheres e cita referências como o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA).
Na entrevista, Gabriela destacou a importância da pesquisa acadêmica para preservar a memória de um programa que, há 45 anos, articula informação, cidadania e defesa dos direitos das mulheres pelo rádio.
O Viva Maria convida pesquisadores que tenham produzido artigos, trabalhos de conclusão de curso, dissertações ou teses sobre o programa a participar do projeto “Viva Maria na Academia”. As informações podem ser enviadas para o e-mail vivamariaano45@gmail.com.











