Um tribunal de comércio dos Estados Unidos decidiu, em 7 de maio de 2026, contra a tarifa global de 10% imposta pelo governo de Donald Trump. A corte considerou que a aplicação da tarifa não estava justificada segundo uma lei da década de 1970, que foi utilizada para sua implementação.
A tarifa foi imposta em fevereiro, após a Suprema Corte anular parte significativa das novas tarifas de Trump. O Tribunal de Comércio Internacional dos EUA votou por dois votos a um contra a medida, que se aplica apenas às partes que processaram o governo anterior.
O governo justificou a tarifa como uma forma de enfrentar déficits na balança de pagamentos. Contudo, a decisão do tribunal pode ter repercussões mais amplas, especialmente para as relações comerciais dos Estados Unidos com outros países.
Impactos e desdobramentos internacionais
A tarifa de 10% permanecerá em vigor até o final de julho, a menos que o Congresso decida prorrogá-la. Enquanto isso, a Casa Branca está em busca de alternativas mais duradouras para sua agenda comercial, incluindo investigações sobre práticas comerciais de vários parceiros internacionais.
Essas investigações podem resultar em novas tarifas, especialmente em setores onde há preocupações com trabalho forçado e excesso de capacidade. A decisão do tribunal também estabelece um precedente que pode encorajar outras empresas a contestar tarifas semelhantes.
Para o Brasil, essa situação pode impactar diretamente as exportações e importações, especialmente em setores como aço e alumínio, que já enfrentam tarifas setoriais. As empresas brasileiras devem ficar atentas às mudanças nas políticas comerciais dos EUA, que podem afetar sua competitividade no mercado internacional.
Embora a sentença atual se aplique apenas aos autores da ação, ela pode abrir caminho para um aumento no número de contestações legais contra tarifas impostas. O cenário comercial global continua em evolução, e as empresas devem se preparar para possíveis mudanças nas relações comerciais com os Estados Unidos.











