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Mulheres 50+ destacam dez conquistas que transformaram envelhecimento, moda e autonomia
Foto original adaptada visualmente por IA.
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Mulheres 50+ destacam dez conquistas que transformaram envelhecimento, moda e autonomia

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Em 2018, aos 52 anos, uma mulher que se recuperava de uma depressão decidiu criar no Instagram a conta “Viva a coroa”, voltada para mulheres com mais de 50 anos. A proposta era falar sobre as mudanças vividas após essa fase da vida, ouvir outras mulheres e celebrar experiências, conquistas e aprendizados.

Na época, eram poucas as pessoas que falavam sobre envelhecimento, menopausa, libido e os demais temas relacionados à vida depois dos 50. A ideia chegou a ser desencorajada, e o nome do projeto foi motivo de deboche. Ainda assim, a conta conquistou as primeiras seguidoras e formou uma comunidade.

Oito anos depois, aos 60 anos, a autora afirma reunir mais de 500 mil seguidores no Instagram e mais de 200 mil no Facebook. Para ela, o período foi marcado por mudanças positivas, embora ainda existam desafios, como o surgimento de novos estereótipos e a apropriação de causas para a venda de produtos antes classificados como “anti-idade”.

Entre os avanços apontados, estão:

1. Mais representatividade

Filmes, novelas e séries passaram a apresentar mulheres 50+ de forma menos caricata. Em vez de personagens cansadas e sem interesses, elas aparecem como pessoas ativas, interessantes, cheias de vitalidade, beleza, experiência, desejos, conquistas e sonhos. A personagem Samantha, de Sex and the City, é citada como uma exceção do passado.

2. Presença na moda

Em 2018, campanhas de moda com mulheres acima dos 50 anos ainda eram consideradas incomuns. Desde então, grandes marcas internacionais abriram espaço para nomes como Jane Fonda, Cher e Catherine Deneuve. Embora ainda haja muito a avançar localmente, tornou-se mais comum encontrar mulheres de diferentes idades em campanhas e capas de revistas.

3. Menopausa como assunto público

A autora conta que chegou a ser interrompida durante um debate sobre mulheres 50+ ao falar de menopausa, em 2019. Atualmente, o tema ganhou espaço e informação, apesar de também ser explorado por empresas interessadas nesse mercado. A defesa apresentada é de que a menopausa deve ser discutida por todos e receber iniciativas públicas.

4. Reconhecimento do etarismo

Termos como ageismo e etarismo passaram a fazer parte do vocabulário. O preconceito relacionado à idade continua existindo, mas agora pode ser nomeado, identificado, denunciado e combatido. Esse movimento também teria estimulado ações de inclusão no mercado de trabalho.

5. Mais liberdade para o prazer e os relacionamentos

Com maior segurança e autoconfiança, mulheres 50+ passaram a se permitir mais experiências afetivas e sexuais. Elas casam, se separam, namoram, flertam e frequentam pistas de dança criadas especialmente para esse público, como as festas “Gudinaite”, de Patrícia Parenza, realizadas pelo Brasil, e os eventos da DJ Gloria na Europa.

6. Debate sobre longevidade

A longevidade passou a receber mais atenção em uma sociedade que costuma valorizar a juventude. A discussão envolve a possibilidade de viver mais com qualidade e vitalidade. O texto, porém, ressalta que viver por mais tempo não significa necessariamente viver bem.

7. Influenciadoras 50+

Em 2018, eram poucas as brasileiras que falavam nas redes sociais sobre a própria idade, incluindo suas dificuldades e experiências positivas. Desde então, mulheres 50+ conquistaram espaço e passaram a ser ouvidas no ambiente digital.

8. Diversidade de estilos e belezas

As tentativas de estabelecer um único estereótipo para a mulher 50+ não se consolidaram. Hoje, há diferentes formas de envelhecer e de se apresentar: de maneira mais natural, com prática intensa de exercícios, com procedimentos estéticos ou transitando entre essas possibilidades.

9. Produtos voltados ao público 50+

O mercado passou a desenvolver produtos e serviços direcionados às necessidades e aos interesses das pessoas acima dos 50 anos, desde cremes para a região dos olhos até opções de moradia. Segundo o relato, as projeções populacionais contribuíram para essa mudança.

10. Mulheres mais visíveis e ativas

O texto destaca como conquista a presença de mulheres que antes se sentiam invisíveis em viagens, projetos, planos e novas experiências. Elas aparecem com curiosidade, mente aberta e disposição para viver plenamente.

A avaliação é de que esses avanços foram possíveis porque as mulheres passaram a falar sobre temas que por muito tempo foram ignorados. A conclusão reforça que ainda há um longo caminho, mas também motivos para celebrar.

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