A peça O Deus de Spinoza, de Régis de Oliveira, leva ao palco a trajetória do filósofo judeu Baruch de Spinoza durante o chamado Século de Ouro dos Países Baixos. Com textos considerados elegantes e acessíveis, o espetáculo transforma reflexões profundas em uma narrativa voltada à crítica e ao público.
A história acompanha Spinoza depois que ele desafia os dogmas de sua religião e defende uma união profunda entre Deus e a Natureza. Perseguido pelo Conselho de Rabinos, o filósofo enfrenta a condenação e o exílio, conhecidos como Herem, em 1656. A narrativa segue até sua morte, em 1677.
Filho de imigrantes portugueses acolhidos em Amsterdã, o jovem judeu incomoda a comunidade ao questionar costumes e preceitos religiosos. Na tentativa de convencê-lo a se tornar um bom cidadão, integrantes do Conselho de Rabinos Notáveis apresentam alternativas de conversão. Caso não aceite, Spinoza poderá ser julgado, condenado e exilado.
O filósofo compartilha seus pensamentos com o amigo Jan Rieuwertsz, editor de livros, a quem revela seus planos para o futuro. A montagem propõe uma reflexão sobre fé e liberdade de pensamento.
Com direção e adaptação de Luiz Amorim, o elenco reúne Bruno Perillo, Juliano Dip, David Kullock, Roberto Borenstein, Guilherme Uzeda, convidado especial desta temporada, e o próprio Luiz Amorim. A direção musical é de Marcus Veríssimo.
O espetáculo apresenta músicas sefarditas do século XVII, executadas ao vivo em língua ladina. Participam como musicistas Margot Lohn ou Nalini Menezes, Marcus Veríssimo e Gabriel Ferrara.
Serviço
Espetáculo: O Deus de Spinoza
Dramaturgia: Régis de Oliveira
Direção e adaptação: Luiz Amorim
Direção musical: Marcus Veríssimo
Duração: 80 minutos
Classificação: 12 anos
Gênero: drama filosófico
Temporada: dias 4 e 5 de setembro, às 21h; e dias 6, 13, 20 e 27, às 17h. Os ingressos custam a partir de R$ 40.











