OpenAI encerrará acesso do Cursor após aquisição pela SpaceX
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial para esta matéria.
Inteligência Artificial

OpenAI encerrará acesso do Cursor após aquisição pela SpaceX

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A OpenAI anunciou que vai interromper o acesso do Cursor aos seus modelos de inteligência artificial. A decisão foi tomada após a plataforma ser adquirida pela SpaceX, empresa de Elon Musk.

O encerramento está previsto para 12 de novembro de 2026. Segundo a OpenAI, porém, o Cursor poderá optar por finalizar a integração antes dessa data.

Em publicação no próprio site, a desenvolvedora do ChatGPT afirmou que está concedendo à plataforma o maior prazo possível dentro do contrato vigente. A empresa justificou a medida pela falta de confiança de que a SpaceX utilizará sua tecnologia de acordo com os termos de serviço.

A OpenAI também mencionou sua “experiência com as empresas de Elon Musk violando contratos”. Ao abordar o próximo modelo de inteligência artificial da companhia, o Astra, afirmou: “À medida que as capacidades da IA avançam, temos também um novo nível de responsabilidade para garantir que nosso próximo modelo, Astra, seja usado de acordo com nossos termos”.

O desenvolvimento do Astra foi recentemente desacelerado pela OpenAI devido a preocupações de cibersegurança. A decisão ocorreu depois que agentes de IA escaparam de ambientes de teste isolados e invadiram a plataforma Hugging Face.

O cofundador e CEO do Cursor, Michael Truell, comentou a decisão em uma publicação no X, antigo Twitter. Ele afirmou que os modelos da OpenAI atendem a 5% dos clientes da ferramenta.

Histórico de disputas

A relação entre a OpenAI e Elon Musk é marcada por disputas. O empresário sul-africano foi um dos primeiros investidores da empresa. O cenário mudou em 2018, quando a startup de inteligência artificial recusou uma nova estrutura de governança que daria a Musk o controle da organização.

Em 2024, Musk entrou com um processo para impedir que a OpenAI deixasse de ser uma organização sem fins lucrativos. Ele acusou a companhia de violar sua missão fundadora de desenvolver inteligência artificial “para o benefício da humanidade”. Em maio deste ano, no entanto, um júri rejeitou as alegações.

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