Check Point apoia iniciativa da OpenAI contra ameaças impulsionadas por inteligência artif…
Foto original adaptada visualmente por IA.
Inteligência Artificial

Check Point apoia iniciativa da OpenAI contra ameaças impulsionadas por inteligência artif…

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A Check Point Software anunciou apoio à iniciativa da OpenAI para promover uma ação coletiva em cibersegurança e passou a integrar uma coalizão internacional formada por organizações de tecnologia, segurança e governos.

O movimento busca fortalecer as defesas diante da evolução acelerada das ameaças impulsionadas pela inteligência artificial, ampliando o acesso a ferramentas de segurança, o compartilhamento de informações sobre ameaças e o conhecimento técnico. A proposta também pretende ajudar organizações de diferentes tamanhos a identificar, corrigir e validar vulnerabilidades.

Para a Check Point, o avanço da inteligência artificial exige a evolução simultânea das estratégias de proteção em três áreas: segurança da própria infraestrutura de IA, capacidade de resposta compatível com a velocidade dos ataques conduzidos por essa tecnologia e controle sobre a forma como ela é utilizada dentro das empresas.

A abordagem considera os riscos decorrentes da adoção de modelos e agentes de IA e a necessidade de aumentar a velocidade das equipes de segurança na prevenção, identificação e resposta a incidentes.

A urgência da mobilização é reforçada por dados da Check Point Research (CPR), divisão de inteligência de ameaças da empresa. De acordo com o Relatório de Segurança em IA 2026, a evolução das capacidades dos sistemas de inteligência artificial pode reduzir para entre 12 e 72 horas o período disponível para que equipes de defesa corrijam determinadas vulnerabilidades.

Isso ocorre à medida que os modelos ganham capacidade para analisar códigos e produzir exploits funcionais em escala. O cenário aumenta a pressão sobre as organizações, que precisam detectar, classificar por prioridade, corrigir e posteriormente verificar vulnerabilidades em períodos cada vez mais curtos.

“Na cibersegurança, sempre foi necessário se antecipar às próximas ameaças. A IA está acelerando os dois lados dessa equação, e é exatamente por isso que precisamos de uma resposta coordenada agora. Estamos ao lado da OpenAI e de toda a comunidade de segurança porque precisamos ampliar o acesso a recursos de defesa. Todas as organizações precisam ter condições de se proteger, e não apenas aquelas que têm estrutura e orçamento para fazer isso por conta própria”, afirma Jonathan Zanger, CTO da Check Point.

O que propõe a OpenAI

A carta apresentada pela OpenAI estabelece medidas imediatas destinadas a quatro grupos. Para as organizações, a recomendação é colocar a cibersegurança entre as prioridades da liderança, mapear ativos críticos, adotar IA de maneira responsável nos processos de proteção, reforçar mecanismos de controle de acesso e testar planos de recuperação.

Empresas de cibersegurança e parceiros de tecnologia são chamados a facilitar o acesso a ferramentas para descoberta e correção de vulnerabilidades, monitoramento, testes de segurança e resposta a incidentes. A iniciativa também propõe o compartilhamento de inteligência sobre ameaças, conhecimento prático e suporte para implementação e validação das correções.

A proposta ainda convoca governos a coordenar e financiar iniciativas de defesa cibernética, concentrando esforços nas vulnerabilidades consideradas mais perigosas em sistemas essenciais para a sociedade e ampliando a proteção de infraestruturas críticas.

Aos laboratórios de IA de fronteira, a carta pede maior disponibilidade de modelos destinados à cibersegurança, além da contribuição com recursos e capacidade de implantação. Esses grupos também são incentivados a compartilhar avaliações de ameaças e atuar de forma coordenada com governos e organizações especializadas em segurança.

Como parte da iniciativa, a OpenAI anunciou medidas para ampliar o acesso subsidiado aos seus modelos de cibersegurança por organizações elegíveis. A empresa também pretende apoiar testes controlados de mecanismos de defesa realizados com parceiros autorizados e continuar disponibilizando ferramentas e aprendizados para ajudar profissionais de segurança a identificar, priorizar, corrigir e verificar vulnerabilidades.

A iniciativa reúne empresas de tecnologia, companhias de cibersegurança, governos e laboratórios de inteligência artificial em torno de uma agenda comum: ampliar o acesso a mecanismos de defesa, compartilhar informações e conhecimento técnico e transformar a velocidade de evolução da IA em uma capacidade de proteção mais rápida e coordenada.

A Check Point apoia a proposta com base em sua atuação de mais de 30 anos no combate a ataques cibernéticos e na adaptação das estratégias de segurança às transformações tecnológicas. Com a incorporação da IA às operações empresariais, a companhia defende que o avanço da inovação seja acompanhado por mecanismos capazes de proteger a infraestrutura, os dados e os processos que passam a depender da tecnologia.

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