Apesar das turbulências no exterior, a alta internacional do petróleo favoreceu o mercado financeiro brasileiro nesta terça-feira (1º). O dólar comercial caiu 0,54%, para R$ 5,153, enquanto o Ibovespa avançou 1,3%, aos 179.722,48 pontos, maior nível de fechamento desde 12 de maio.
A escalada dos conflitos entre Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e favoreceu ativos brasileiros. A Petrobras esteve entre os principais destaques do índice, com suas ações acompanhando a valorização da commodity no mercado internacional.
No início do pregão, o dólar chegou a subir para R$ 5,20 após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre. O resultado apontou desaceleração da economia e reforçou a percepção de que o Banco Central pode voltar a reduzir a taxa Selic, atualmente em 14% ao ano. Juros menores tendem a reduzir a atratividade do país para investidores estrangeiros.
Ao longo da manhã, porém, a moeda norte-americana perdeu força e passou a operar em baixa, acompanhando o comportamento de outras divisas de países emergentes e a valorização do petróleo. Por volta das 14h20, o dólar chegou a ser negociado a R$ 5,13. Com o resultado do dia, a moeda passou a acumular queda de 6,12% no ano. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas, subia 0,27%, aos 99,681 pontos, no fim da tarde.
O Ibovespa chegou a superar os 181 mil pontos pela primeira vez em quase quatro meses antes de encerrar o dia em 179.722,48 pontos. As ações preferenciais da Petrobras subiram 4,11%, enquanto os papéis ordinários avançaram 4,14%. A companhia também anunciou aumento de 13,9% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV).
Outro dado acompanhado pelos investidores foi o recorde da produção brasileira de petróleo, que alcançou 4,5 milhões de barris por dia em julho, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O PIB brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre, na comparação com os três meses anteriores, após expansão de 1,1% no primeiro trimestre. O resultado indicou perda de ritmo da atividade econômica, com retração do consumo das famílias e menor dinamismo da indústria, mas também reforçou as expectativas de novos cortes da Selic.
Na última sessão de agosto, o mercado acionário brasileiro registrou saída líquida de R$ 130 milhões em capital estrangeiro. No acumulado do mês até o dia 28, o saldo negativo chegava a quase R$ 18,6 bilhões. Na contramão do desempenho brasileiro, o índice S&P 500, de Wall Street, fechou em queda de 0,71%.
O petróleo WTI fechou em alta de 5,2%, ou US$ 4,46, a US$ 90,22 por barril. Já o Brent para novembro, referência no mercado internacional, subiu 4,6%, ou US$ 4,16, encerrando a US$ 94,65. A valorização ocorreu após os Estados Unidos anunciarem novos ataques contra alvos no Irã, aumentando as preocupações sobre a oferta global, especialmente diante das tensões no Estreito de Ormuz.
Com informações da Reuters.











