A Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, recebe até a próxima segunda-feira a 20ª edição do Festival Internacional de Dança de Cabo Frio. O evento reúne bailarinos, professores e coreógrafos de diferentes estados brasileiros e de países como Chile, Argentina e Paraguai.
A programação inclui apresentações em vários estilos, além de workshops, intercâmbio técnico e encontros entre profissionais e novos talentos da dança.
Idealizadora do festival, a bailarina Márcia Sampaio conta que o projeto nasceu da necessidade de criar um grande evento do segmento na região. Ela mantém uma escola de dança em Cabo Frio há 40 anos e afirma que, antes do festival, os bailarinos precisavam viajar para participar de cursos e conhecer outros profissionais.
O festival começou em 2005 e, segundo Márcia, cresceu com a participação de artistas de vários estados, de outros países e de nomes reconhecidos da dança. A 20ª edição também marca o retorno do evento ao Ginásio Poliesportivo Municipal Alfredo Barreto, onde ele começou, após uma série de reformas.
“Podemos comemorar esses 20 anos, justamente ali onde tudo começou, e tem um significado muito simbólico para a gente. E ainda estamos com um recorde de inscrições este ano. Então é uma mistura de felicidade, orgulho e muita emoção mesmo”, afirmou a idealizadora.
A programação contempla balé clássico e de repertório, balé neoclássico, dança contemporânea, jazz, danças urbanas, danças populares e estilo livre. Também participam crianças, bailarinos avançados e profissionais, em diferentes faixas etárias e níveis técnicos.
Na Mostra Competitiva, as coreografias são avaliadas por profissionais experientes, entre eles a bailarina Ana Botafogo e o coreógrafo Caio Nunes. De acordo com Márcia Sampaio, os jurados analisam critérios técnicos e artísticos.
Além de medalhas e troféus, a competição distribui 20 mil em prêmios em dinheiro em diferentes categorias, como melhor bailarina, melhor bailarino, revelação, melhor coreógrafo, melhor duo, pas de deux e melhor grupo de Cabo Frio.
O festival também movimenta a economia local, com impacto na rede hoteleira e no comércio. A entrada é solidária, mediante a doação de um quilo de alimento.











