O técnico Fernando Diniz assumiu a responsabilidade pelo momento ruim do Corinthians no Campeonato Brasileiro. O time perdeu de virada por 2 a 1 para a Chapecoense, no último domingo, na Neo Química Arena, pela 26ª rodada da competição. A equipe catarinense ocupa a lanterna da Série A, com 17 pontos.
Com a derrota, o Corinthians chegou a quatro resultados negativos consecutivos no Brasileirão. O time perdeu em casa para Cruzeiro, Santos e Chapecoense, além de ter sido derrotado pelo Coritiba fora de seus domínios. Com 32 pontos, a equipe permanece na 11ª colocação e perdeu uma posição para o São Paulo.
“As quatro derrotas machucam muito, três delas em casa, e assumo a principal responsabilidade pelo time. Não tem muito o que questionar quando a gente perde. O time teve desempenho, tem tido desempenho, mas a gente não pode perder quatro jogos seguidos no Campeonato Brasileiro e três jogos em casa”, afirmou Diniz.
O treinador disse que o principal objetivo neste momento é voltar a vencer e criticou os erros defensivos que contribuíram para a sequência negativa. Segundo ele, a equipe teve volume ofensivo, mas não poderia ter sofrido os dois gols marcados pela Chapecoense em contra-ataques iniciados a partir de tiros de meta.
O Corinthians abriu o placar com um minuto de jogo, em chute de primeira de Bidu dentro da área. A Chapecoense, porém, virou a partida com dois contra-ataques concluídos por Marcinho. Diniz reconheceu que houve falhas coletivas nas duas jogadas.
“A gente falhou. A falha coletiva que tivemos nos dois gols foi uma coisa muito fácil de corrigir. A gente tem que levar os jogos com uma seriedade muito grande quando está em campo, na fase defensiva. Acho que esse é o principal problema”, analisou.
Sobre as pendências financeiras do clube com o elenco profissional, Diniz afirmou que o Corinthians deve dois meses de direitos de imagem, além de valores referentes a férias e premiações. O técnico reconheceu que os atrasos são prejudiciais, mas minimizou a influência deles no desempenho da equipe.
“Em relação aos atrasos de salário, isso é uma coisa ruim, não é uma coisa boa. Só que, se está acontecendo, a gente tem que dar um jeito de superar dentro de campo. É uma coisa que tem que ser acertada, que não ajuda em nada, mas temos que dar um jeito de superar isso, fazer jogos cada vez melhores e ganhar jogo”, declarou.
Diniz disse não saber se existe uma data para a regularização de ao menos parte dos pagamentos, mas afirmou que a diretoria trabalha para quitar os valores em aberto o mais rápido possível. Para o treinador, os atrasos não são o principal motivo para as oscilações do time.
“Não acho que esse seja o fator que está fazendo os jogadores deixarem de vencer um jogo ou oscilarem. Esse não é o fator principal. Não vejo isso no time. Nos treinamentos, os jogadores estão se dedicando, está todo mundo chegando no horário, está todo mundo treinando a mais, quem tem que treinar a mais”, disse.
Após a partida, os 44 mil torcedores presentes vaiaram o Corinthians e cobraram uma melhora. Diniz pediu desculpas à torcida, assim como o zagueiro Gustavo Henrique, e reconheceu que a equipe precisa entregar mais em campo.
“O torcedor tem dado um show aqui e não tem coisa parecida em lugar nenhum. Pelo que a torcida faz, a gente tem que entregar mais. Estou constrangido, muito constrangido. Merece mais sorriso, merece mais vitória, merece mais tudo”, concluiu o treinador.
O Corinthians agora volta as atenções para a Libertadores. A equipe enfrenta o Estudiantes nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, pelo jogo de ida das quartas de final.
Na sequência, o time encara o Flamengo no domingo, às 17h30, no Maracanã, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.











