O técnico Luís Castro lamentou a derrota do Grêmio por 1 a 0 para o Vitória, nesta segunda-feira, no Barradão, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na avaliação do treinador, a equipe gaúcha equilibrou a partida durante os 90 minutos e não deveria ter deixado o campo sem pontuar.
“Acho que a equipe acaba em cima do adversário como acabamos e dividimos o jogo ao longo da primeira parte, assim como na segunda. Não foi um jogo de uma tendência única. O Grêmio dividiu o jogo o tempo todo e penso que não merecíamos a derrota, mas ela aconteceu mais uma vez de bola parada”, afirmou Luís Castro.
O treinador também descartou que o desempenho físico tenha sido determinante para o resultado. Segundo ele, os jogadores apresentaram um nível compatível com as exigências da partida.
“A questão física não é a questão que acho que se põe em cima da mesa, porque eu achei que os jogadores estiveram ao nível daquilo que o jogo necessitava em termos físicos”, explicou.
Questionado sobre a atuação do Grêmio, Luís Castro diferenciou a avaliação do desempenho da equipe da análise sobre o resultado. O técnico reconheceu que o time poderia ter feito mais para evitar a derrota.
“Eu disse que o Grêmio não merecia perder, eu não disse que o Grêmio fez um jogo aceitável, mal ou bom. Eu disse que o Grêmio não merecia perder, que é diferente daquilo que está a dizer. O Grêmio pode sempre fazer melhor e devia ter feito melhor para não chegar a um resultado negativo como chegou hoje”, completou.
Desfalques pelas pontas
Luís Castro também foi questionado sobre as opções para os lados do campo no próximo compromisso. O Grêmio não contará com Pavón, suspenso, enquanto a situação de Cabral ainda depende de uma avaliação do departamento médico.
O treinador citou Krovinović como uma alternativa para o setor, embora tenha reconhecido que o jogador não possui as características de um ponta tradicional.
“Há jogadores que podem fazer essa parte do campo, um dos casos é o Krovinovic. O Krovinovic pode ir lá fazer, não é um ala puro, mas é um ala com características diferentes. Pode fazer essa posição como já fez muitas vezes”, explicou.
Sobre Cabral, Luís Castro afirmou que a decisão depende do departamento de saúde do clube. O técnico negou que o jogador tenha sido preservado por opção para a partida.
“Pensar-se que nós preservamos o Cabral num jogo destes é estar a lançar a confusão para tudo e para todos. Algum treinador vai preservar um jogador da dimensão do Cabral num jogo destes? O Cabral ficou por causa do departamento de saúde, só isso. Não faço ideia. Departamento de saúde é o que tem que avaliar”, concluiu.











