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Dólar fecha a R$ 5,226, maior cotação desde março, em dia de aversão ao risco
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial para esta matéria.
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Dólar fecha a R$ 5,226, maior cotação desde março, em dia de aversão ao risco

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O dólar comercial fechou esta segunda-feira (28) a R$ 5,226, com alta de 0,83%, no maior nível desde 30 de março. A moeda ultrapassou R$ 5,20 em meio ao fortalecimento do dólar no exterior, à elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e às incertezas nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

O dólar avançou desde o início dos negócios e superou R$ 5,22 ainda pela manhã. O índice que mede o desempenho da moeda norte-americana diante de uma cesta de seis divisas subia 0,05% às 17h04.

O rendimento do título de dez anos do Tesouro dos Estados Unidos terminou o dia em 5,2319%, ante 5,181% na sexta-feira (25). Juros mais altos em economias avançadas tendem a estimular a saída de capitais de países emergentes, como o Brasil, e tornam o ambiente menos favorável aos ativos de maior risco.

No cenário doméstico, as atenções permaneceram voltadas às eleições presidenciais. As pesquisas divulgadas ao longo do dia não alteraram o cenário de disputa acirrada. O Banco Central informou que o Brasil registrou déficit de US$ 5,055 bilhões em transações correntes em agosto, enquanto o investimento direto no país somou US$ 7,396 bilhões.

O boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, manteve em R$ 5,20 a projeção mediana para o dólar no fim deste ano. A estimativa para a inflação de 2026 subiu de 4,92% para 4,99%, e a previsão para 2027 passou de 4,30% para 4,31%.

O Ibovespa recuou 0,26% e encerrou o pregão aos 182.991,13 pontos, após oscilar entre a mínima de 181.931,36 e a máxima de 184.094,65 pontos. Foi a quarta queda consecutiva do principal índice da Bolsa brasileira. Apesar da sequência negativa, o indicador acumula alta de 3,14% em setembro e de 13,57% no ano.

O ambiente externo pressionou os mercados acionários, com quedas nas bolsas de Nova York e alta dos juros dos títulos norte-americanos. O S&P 500, que reúne as 500 maiores empresas dos Estados Unidos, caiu 0,77%. No Brasil, a valorização do petróleo ajudou a sustentar as ações de empresas do setor, enquanto o índice Small Caps, que não inclui a Petrobras, recuou 1,2%.

O petróleo também terminou o dia em alta, mas distante das máximas registradas durante a sessão. O barril do tipo Brent para dezembro, referência internacional, subiu 0,40%, para US$ 97,83. O WTI, negociado no Texas, avançou 0,21%, para US$ 92,60.

Os preços foram influenciados pelas incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e pelas dificuldades para normalizar o tráfego pelo Estreito de Ormuz. Os ganhos diminuíram após informações sobre possíveis avanços nas conversas entre Washington e Teerã e sobre medidas para ampliar a oferta de petróleo.

A Arábia Saudita retomou o bombeamento do oleoduto Leste-Oeste, com fluxo estimado em cerca de 3,5 milhões de barris por dia. Também foram retomados os carregamentos de exportação no porto de Yanbu, no Mar Vermelho. Apesar desses sinais de aumento da oferta, as restrições à navegação em Ormuz e as tensões no Oriente Médio mantiveram o mercado pressionado e contribuíram para a volatilidade dos preços, segundo informações da Reuters.

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