Alunos da Escola Estadual Angelino Pavan, no bairro Santa Rosa, em Uberlândia, passaram mal após sentirem um cheiro forte em uma das salas de aula. O caso ocorreu por volta das 9h desta quarta-feira (30).
Pelo menos três estudantes e uma professora foram levados para hospitais da cidade. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também atendeu ao menos cinco alunos na própria escola.
De acordo com um estudante de 15 anos, a turma retornava do recreio e organizava as cadeiras quando começou a sentir o cheiro. “Do nada, todo mundo começou a tossir. Uns amigos meus começaram a vomitar, outros começaram a passar mal. Uma amiga minha com asma começou a passar muito mal”, relatou.
O aluno afirmou ainda que não ouviu barulho nem viu fumaça na sala. Pelo menos dois estudantes disseram que o odor era semelhante ao de veneno usado para matar baratas.
O Samu foi acionado às 10h30 para atender a ocorrência. Inicialmente, o caso foi registrado como suspeita de intoxicação, sem informações precisas sobre o agente causador.
No local, as equipes avaliaram cinco adolescentes, com idades entre 16 e 17 anos. Eles relataram ardência no nariz e na garganta. Segundo o Samu, todos apresentavam sinais vitais normais, sem alterações clínicas ou sinais de gravidade.
Uma adolescente de 17 anos apresentou sonolência e relatou dor abdominal. Ela estava consciente, orientada e com os sinais vitais preservados. Após ser avaliada e monitorada, foi encaminhada para atendimento médico complementar na Unidade de Atendimento Integrado (UAI) Roosevelt.
A mãe de um dos alunos atendidos na UAI Roosevelt informou que o filho se queixava de dor abdominal intensa e tontura. Ele permanecia em observação na unidade.
A Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Uberlândia informou que está ciente do caso, acompanha a situação e que todas as medidas foram tomadas. Conforme a entidade, somente a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) pode fornecer mais detalhes.
A reportagem também procurou a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e a SEE-MG, mas aguardava um posicionamento das instituições.











