O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, esteve em Goiânia nesta terça-feira (6) e acertou o apoio do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado no segundo turno. Em Brasília, o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com a coordenação de campanha e defendeu o fim da escala de trabalho 6×1.
Caiado foi adversário de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial e terminou o primeiro turno na quinta colocação entre os presidenciáveis, com 2,18% dos votos válidos.
Após o encontro na capital goiana, Flávio afirmou que pretende aproveitar a eleição de parlamentares de direita para “mudar a Constituição”. Segundo ele, o país elegeu um Congresso “muito mais à direita do que já é hoje”, com maioria no Senado e na Câmara.
“Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara. Para a gente mudar a Constituição”, disse o candidato.
Flávio Bolsonaro também declarou que é “um empecilho para o Brasil virar uma Venezuela”.
Em Brasília, Lula passou o dia reunido com sua coordenação de campanha. No início da noite, fez uma breve declaração à imprensa sobre a possibilidade de o Senado votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas.
O candidato disse estar confiante na aprovação da proposta. “É um desejo muito grande da sociedade brasileira, é preciso dar civilidade ao mundo do trabalho”, afirmou.
Lula também questionou se Flávio Bolsonaro, que atualmente é senador, orientará seu partido a votar contra a medida. “Na hora que o Senado começar a votar, a máscara vai começar a cair. A gente vai ver quem quer que o povo tenha uma vida mais digna, que descanse mais, que possa cuidar da família, ou se vai estabelecer essa jornada em que as pessoas só têm um dia para descansar”, avaliou.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou nesta terça-feira (6) o calendário de deliberação e votação da proposta. Ele afirmou que será seguido o rito regimental exigido para a análise da PEC, incluindo cinco sessões deliberativas antes da votação em primeiro turno.
Com isso, estão previstos cinco dias de debates ao longo desta e da próxima semana. A votação poderá ocorrer em 15 de outubro.











