A OpenAI começou a liberar uma nova interface para o ChatGPT com a chegada do GPT-6. Chamada de Intelligent UI, a tecnologia combina texto, imagens e elementos interativos dentro das próprias conversas.
Com a novidade, o sistema pode criar gráficos interativos, diagramas, botões, formulários e calculadoras personalizadas conforme a solicitação do usuário. Segundo a OpenAI, o GPT-6 foi treinado para decidir a melhor forma de apresentar cada resposta. Comparações podem ser exibidas lado a lado, enquanto conceitos complexos podem ser explicados com diagramas interativos. Quando o texto for suficiente, a resposta seguirá o formato tradicional.
Uma das possibilidades é pedir ao chatbot que desenvolva uma ferramenta específica durante a conversa. A OpenAI cita como exemplos uma calculadora para acompanhar o crescimento de uma poupança, um recurso para dividir a conta de um jantar e jogos que podem ser executados diretamente no chat.
A empresa também apresentou aplicações para situações cotidianas. O ChatGPT pode organizar visualmente uma receita, montar um mapa para uma viagem ou representar uma atividade que o usuário esteja tentando compreender. Em uma demonstração apresentada ao TechCrunch, um estudante perguntou como uma asa de avião produz sustentação, e o sistema criou rapidamente uma sequência de diagramas para explicar o funcionamento.
A tecnologia também pode ser utilizada para explicar a mecânica de bicicletas, organizar uma trilha de vários dias e ajudar o usuário a visualizar o crescimento de suas economias ao longo do tempo.
Ao contrário de uma resposta com imagens estáticas, os elementos criados pelo Intelligent UI podem ser manipulados. Eles incluem botões acionáveis, gráficos modificáveis e outros componentes interativos. De acordo com a OpenAI, é possível alterar uma informação de entrada e observar como isso modifica o resultado de uma explicação.
Para viabilizar o recurso, a empresa desenvolveu uma biblioteca de componentes nativos que podem ser combinados pelo modelo. Um compilador processa a interface enquanto ela é gerada, permitindo que partes da resposta sejam exibidas progressivamente, sem a necessidade de aguardar a conclusão de todo o conteúdo.
A OpenAI afirma que treinou o GPT-6 para tomar decisões sobre conteúdo, organização, visualização e interação. As interfaces produzidas são avaliadas por critérios como clareza, utilidade e completude.
O GPT-6 também foi desenvolvido para iniciar respostas mais rapidamente e continuar o processamento enquanto fornece informações adicionais. Em vez de esperar o fim de todo o raciocínio, o modelo pode intercalar pensamento e resposta, construindo a informação de forma progressiva. Segundo a OpenAI, o objetivo é reduzir o tempo de espera sem comprometer a qualidade da resposta final.
Em uma avaliação interna com tarefas agentivas consideradas importantes para o uso cotidiano, o GPT-6 Extra High teria começado a responder no mesmo intervalo que o GPT-5.6 Medium, mas alcançado uma pontuação geral superior à do GPT-5.6 Extra High. Para perguntas que exigem pesquisa na internet, a OpenAI afirma que o GPT-6 Instant começa a responder, em média, 44% mais cedo que o GPT-5.6 Instant.
A empresa também diz que o modelo melhorou na decisão sobre quando realizar pesquisas e na capacidade de encontrar informações para fundamentar as respostas.
As melhorias de segurança do GPT-6, segundo a OpenAI, foram baseadas em experiências de uso real. O treinamento foi atualizado para reforçar as proteções contra usos de alto risco relacionados a ataques cibernéticos, ameaças biológicas e violência.
Em testes adversariais, ainda de acordo com a empresa, o modelo demonstrou maior resistência a tentativas de contornar suas proteções, especialmente quando os ataques se adaptavam ao longo de várias interações. O sistema também passou a considerar o histórico da conversa e o contexto relevante para identificar riscos que poderiam não ser percebidos em uma única solicitação.
A OpenAI afirma, ainda, que o GPT-6 melhorou na identificação e na comunicação de suas próprias limitações.
O GPT-6 com Intelligent UI começou a ser liberado globalmente nesta quarta-feira (7) para usuários dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise do ChatGPT. A partir de quinta-feira (8), a distribuição será ampliada para os planos Free e Go. No Enterprise, a disponibilidade depende das configurações definidas pelos administradores da organização.
Nos planos Plus, Pro, Business e Enterprise, o ChatGPT utiliza o GPT-6 Sol. Já nos planos Free e Go, a experiência utiliza o GPT-6 Luna. A mudança vale para a experiência de Chat, enquanto os modelos usados no Work e no Codex não são alterados pelo lançamento.
A Intelligent UI também poderá ser personalizada. Usuários que preferirem respostas com menos elementos visuais poderão reduzir a quantidade de recursos gráficos exibidos.
Com a novidade, a OpenAI passa a tratar a própria interface como parte da resposta. A proposta é que o ChatGPT construa uma experiência específica de acordo com o que o usuário pretende fazer, em vez de exigir que a pessoa aprenda a operar uma ferramenta pronta.











