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Carly Pearce diz que diagnóstico de pericardite mudou sua rotina: “Já não tenho medo”
Foto original adaptada visualmente por IA.
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Carly Pearce diz que diagnóstico de pericardite mudou sua rotina: “Já não tenho medo”

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A cantora country Carly Pearce, de 36 anos, afirmou que o diagnóstico de pericardite recorrente mudou sua rotina, sua carreira e a forma como lida com os próprios limites. Quase três anos após o início do problema, a artista diz que já não sente o mesmo medo de antes.

Em entrevista à revista PEOPLE, Pearce contou que procurou atendimento de emergência depois de sentir uma forte dor no peito. O receio de que algo grave estivesse acontecendo foi intensificado pelo histórico familiar: o pai da cantora sobreviveu a um infarto fulminante aos 45 anos, quando ela tinha 19.

“Eu pensava: ‘Será que vou morrer?’ Sendo uma mulher jovem, saudável e ativa, foi assustador”, relatou.

Após os exames, Pearce descobriu que tinha pericardite recorrente, uma inflamação do pericárdio, membrana fina que reveste o coração. A condição pode estar associada a infecções, mas a causa específica do problema da cantora não foi identificada.

Por orientação médica, ela precisou interromper temporariamente os exercícios físicos e evitar atividades que elevassem demais a frequência cardíaca. A mudança foi especialmente difícil porque Pearce praticava treinos de alta intensidade, bootcamp e corridas de longa distância.

“Foi difícil. Eu pratico HIIT, bootcamp, corro longas distâncias, então tudo isso teve que parar abruptamente por um tempo”, disse.

A pausa ocorreu pouco antes de uma turnê em que a cantora seria atração de abertura dos shows de Tim McGraw. Acostumada a uma rotina intensa, Pearce afirmou que sentiu como se tivesse perdido parte de sua liberdade. “Como artista, senti como se minhas asas tivessem sido cortadas”, declarou.

Apesar das limitações, a experiência aproximou a artista do público. Ao compartilhar suas fragilidades, ela percebeu que os fãs passaram a enxergá-la de maneira mais pessoal.

“Isso criou uma conexão incrível com os fãs. Eles me viram como Carly, a pessoa que estava passando por dificuldades”, afirmou.

A vivência também influenciou o processo criativo do novo álbum da cantora, Honest Woman. Segundo Pearce, o período delicado a ajudou a expressar os sentimentos com mais transparência nas composições. “No fundo, eu compartilho demais, mas gosto disso”, contou.

Desde a crise mais intensa, em 2024, a cantora afirma que teve apenas episódios mais leves da doença. Entre os sintomas estão dores, geralmente no lado esquerdo do peito, e dificuldade para respirar. Ela disse que trabalha com os médicos para seguir um plano de tratamento adequado e ressaltou que cada caso exige acompanhamento individualizado.

Pearce também aprendeu que inclinar o corpo para a frente pode aliviar o desconforto e passou a diminuir o ritmo ao perceber os primeiros sinais de uma crise. Antes, segundo ela, costumava continuar as atividades mesmo quando não se sentia bem.

A cantora participa de uma campanha de conscientização sobre a Síndrome de Raynaud, chamada Life DisRPted. Ao falar sobre o cuidado com a própria saúde, afirmou: “Estou apenas me certificando de estar em sintonia com o meu corpo — como estou me sentindo hoje?”.

A mudança de comportamento também chegou aos palcos. Atualmente, Pearce adapta a intensidade das apresentações de acordo com suas condições físicas. “Se estou me sentindo bem, dou tudo de mim. Se estou num dia em que me sinto um pouco esgotada, posso maneirar um pouco”, disse.

Depois do episódio mais grave, ela adotou uma rotina de exercícios menos intensa, priorizando caminhadas em vez de corridas. Com o tempo, recuperou parte do condicionamento e voltou a correr em ritmo próximo ao de antes.

“Me sinto ótima. Mas agora tenho um equilíbrio saudável, entendendo que nem sempre preciso dar 100%. Talvez um treino de 80% ou 70%, ou talvez caminhar mais, ou simplesmente movimentar o corpo. Mudei minha mentalidade”, afirmou.

A cantora diz que o acompanhamento médico e o conhecimento dos próprios sintomas a deixaram mais preparada para lidar com a condição. “Já não tenho medo disso. Sei que tenho as ferramentas necessárias caso surja algum problema, por isso tento ao máximo não deixar que isso me afete. Só penso em pericardite quando ela me chama a atenção”, declarou.

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