Uberlândia já contabiliza 96 atendimentos antirrábicos em humanos em 2026, conforme dados do painel epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). A maioria das notificações refere-se a acidentes provocados por cães, com mordidas sendo a principal forma de exposição ao vírus da raiva. Entre os atendidos, 55,3% são homens e 44,6% são mulheres.
Na análise por faixa etária, adultos de 20 a 59 anos lideram as notificações, totalizando 47 casos. Em seguida, estão os jovens de 0 a 19 anos, com 31 registros, e os idosos com 60 anos ou mais, que somam 16 atendimentos. As mordidas representam 79 dos casos, seguidas por arranhaduras (19), lambeduras (4), contatos indiretos (2) e outras formas de exposição (1).
Os membros inferiores foram a parte do corpo mais afetada, com 40 notificações, seguidos por mãos e pés (27), membros superiores (18) e cabeça ou pescoço (15). Os cães são responsáveis pela maioria dos ataques, com 83 notificações, enquanto os gatos aparecem em segundo lugar, com nove casos. Também foram registrados incidentes com primatas e morcegos.
A gravidade dos ferimentos varia, sendo a maioria classificada como superficial, com 59 ocorrências. A vacinação antirrábica foi indicada para 21 pacientes, enquanto 15 casos seguiram apenas com observação do animal agressor e 14 necessitaram de observação e vacinação. Seis pessoas receberam soro combinado com vacina.
No dia 5 de maio, a Prefeitura de Uberlândia informou que o estoque da vacina antirrábica humana na Unidade de Atendimento Integrado (UAI) Martins foi zerado. O município fez um pedido emergencial à SES-MG, após ter recebido apenas 40 doses de uma solicitação anterior de 200. A vacinação ocorre exclusivamente na UAI Martins, localizada na avenida Belo Horizonte, 1084, no bairro Osvaldo Rezende.
Os dados também indicam um aumento nos atendimentos antirrábicos nos últimos anos. Em 2025, foram 3.434 notificações, um aumento de 6,4% em relação aos 3.226 casos de 2024. Os cães continuam sendo os principais responsáveis pelos acidentes, com 2.747 ocorrências em 2025, em comparação a 2.556 em 2024.











