Uberlandia, MG Sex, 16 de outubro
21° Máx. 26° · Mín. 19° Garoa
Previsão para Uberlândia Hoje: garoa
Amanhã, 17/10 27° 19° 74% chuva
dom, 18/10 27° 18° 8% chuva
seg, 19/10 29° 17° 4% chuva
ter, 20/10 32° 18° 49% chuva
qua, 21/10 32° 21° 41% chuva
qui, 22/10 31° 21° 79% chuva
sex, 23/10 30° 20° 70% chuva
Dados meteorológicos fornecidos por Open-Meteo.
Lula defende reduzir maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial para esta matéria.
Política

Lula defende reduzir maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos

Compartilhar Facebook X WhatsApp Telegram

Candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (15) a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. A declaração foi feita durante sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo.

Lula afirmou ser favorável à discussão do tema no Congresso Nacional após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. “Meu pensamento, enquanto cidadão, eu sou a favor de reduzir a maioridade penal para todo e qualquer crime hediondo. Mas a PEC não estava discutindo isso. Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não nessa PEC. Aprova a PEC e aí discute isso”, disse, em resposta à jornalista Renata Lo Prete.

A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados e avançou no Senado após passar, sem alterações, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O texto está pronto para ser votado em plenário, em dois turnos, mas ainda não há previsão para a análise. A oposição tenta incluir uma emenda para reduzir a maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos.

Segurança pública

Lula também defendeu a aprovação da PEC para garantir a participação da União na segurança dos estados. Segundo o candidato, os estados “não tiveram competência” para oferecer segurança à população.

Ele afirmou que, após a aprovação da proposta, poderá criar o Ministério da Segurança Pública, definir o papel das polícias e impedir a atuação de criminosos a partir das cadeias. “Precisamos asfixiar o crime organizado para libertar os territórios dos bandidos em todo o país”, declarou.

Economia

Questionado sobre a dívida pública, contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal, Lula defendeu o crescimento do país por meio do aumento da renda da população mais pobre.

“Eu tenho uma tese: muito dinheiro na mão de poucos, é pobreza, e pouco na mão de muitos, é riqueza. O que faz a economia do Brasil crescer é a microeconomia, é fazer o dinheiro rodar na mão do povo”, afirmou.

O candidato disse ainda que, durante o último governo, o Brasil passou da 12ª para a 10ª posição entre as maiores economias do mundo, com investimentos em políticas voltadas à população mais humilde. “Toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o povo pobre paga. E eu não quero que o povo pobre pague. A forma de fazer crescer a economia não é cortar do pobre”, declarou.

Lula também defendeu um reajuste de 15% no Bolsa Família. Segundo ele, o aumento não havia sido feito antes porque não tinha conhecimento do problema. “Eu fiquei sabendo que não tinha sido aumentado. E tomei a decisão de aumentar o valor para as pessoas porque tinha espaço fiscal”, afirmou.

O candidato do PT citou ainda a aprovação do fim da jornada de trabalho 6×1, ocorrida na quarta-feira (14) no Senado, e mencionou uma medida anunciada nesta semana para perdoar dívidas de microempreendedores individuais (MEIs). Ele também prometeu tarifa zero no transporte público aos fins de semana.

Estados Unidos e tarifaço

Sobre as perdas econômicas provocadas pelo tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos, Lula afirmou que o Brasil tem buscado outros mercados para compensar a redução no comércio com o país norte-americano.

“O que me deixa tranquilo é que embora tenhamos tido queda de 9% na relação com os Estados Unidos, crescemos 20% com a China, 15% com a Indonésia, 16% com a Alemanha. E batemos recordes de superávit comercial”, disse.

Lula afirmou preferir negociar uma solução com o governo de Donald Trump, mas não descartou a aplicação do princípio da reciprocidade. “Quem deve estar preocupado conosco são os Estados Unidos. Eu não quero aplicar a Lei da Reciprocidade, mas se tiver que fazer nós vamos. Eles têm mais a perder que a gente”, declarou.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta
Miramontes 350×700
Notíciasletter
Receba nossas noticias
Um resumo direto no seu e-mail.
Sign In/Sign Up Pesquisar
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...