Um atirador de 16 anos abriu fogo na quinta-feira (15) dentro da Escola Primária Silver Rail, em Bend, no estado norte-americano do Oregon. Quatro pessoas morreram, entre elas três crianças, informou a polícia.
Segundo as autoridades, o suspeito entrou na escola atirando contra portas trancadas. Ele foi morto por um morador da comunidade que o perseguiu até o interior do prédio. A identidade dessa pessoa não foi divulgada.
As vítimas são crianças de 5, 8 e 11 anos e um professor. Um aluno de 7 anos e um professor de 54 anos foram levados ao hospital com ferimentos graves, informou o chefe de polícia de Bend, Mike Krantz, durante uma entrevista coletiva.
A governadora do Oregon, Tina Kotek, que participou da entrevista, agradeceu ao integrante da comunidade que, segundo ela, “interveio heroicamente para impedir mais perdas de vidas”.
“Nenhum pai ou mãe deveria passar por um dia assim, e nenhuma comunidade deveria ter que viver isso. E à medida que soubermos mais sobre as crianças e os adultos que foram mortos ou feridos, e sobre suas famílias e entes queridos, vamos chorar muito, vamos chorar juntos e, provavelmente, vamos chorar em particular”, afirmou Kotek.
Krantz disse que o morador viu o suspeito entrar na escola e o perseguiu. O chefe de polícia também afirmou que todos os policiais de Bend passaram, em agosto, por um dia inteiro de treinamento para lidar com situações envolvendo atiradores ativos.
“Infelizmente, isso é algo para o qual treinamos regularmente, e precisamos fazer isso”, declarou Krantz. “Essa será uma investigação longa.”
Casos de violência armada em escolas são recorrentes nos Estados Unidos e incluem ataques de grande repercussão, como os ocorridos na Columbine High School, em 1999; na Sandy Hook Elementary School, em 2012; na Marjory Stoneman Douglas High School, em 2018; e na Robb Elementary School, em Uvalde, no Texas, em 2022.
Os tiroteios costumam reabrir o debate sobre as leis de porte de armas no país, onde esse direito é protegido pela Segunda Emenda da Constituição. Defensores do armamento civil já sugeriram que professores portem armas como forma de defesa.











