Os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpriram agendas de campanha no Pará e no Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (19).
Flávio participou, pela manhã, de uma motociata em Marabá, no sudeste do Pará. Durante o evento, defendeu o direito à propriedade privada e afirmou que pretende “fazer a maior regularização fundiária que o Pará já viu”.
O candidato não apresentou detalhes sobre como colocaria a proposta em prática, mas indicou a possibilidade de flexibilizar regras ambientais e fundiárias. “Vamos respeitar a propriedade privada. Você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra e o que você explorar da terra é seu. Esses entraves que existem ambientais por causa de razões ideológicas a gente vai acabar”, declarou.
Flávio também apontou o combate à criminalidade como uma das prioridades de um eventual governo. “Eu vou, a partir de janeiro do ano que vem, pegar em guerra aos narcoterroristas. Vou devolver a sua soberania sobre o seu celular. Eu vou devolver a soberania sobre a sua bolsa, sobre a sua moto, sobre o seu carro, sobre a sua propriedade”, afirmou.
Na ocasião, ele também disse que pretende “propor a castração química aos estupradores”. O candidato afirmou ainda que a região amazônica precisa de obras estruturantes, citando a área da saúde como exemplo.
No começo da tarde, Flávio deixou Marabá com destino a Manaus, onde participou de um ato com apoiadores na noite desta terça-feira.
Em Porto Alegre, Lula participou à tarde de uma caminhada de campanha pelo centro da cidade. O ato reuniu apoiadores no Largo dos Açorianos, entre o bairro Cidade Baixa e o Centro Histórico.
Durante a agenda, o candidato anunciou que enviará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de abertura de seus sigilos bancário, telefônico e fiscal, além dos sigilos dos filhos. Lula também desafiou Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo.
“A única coisa que eu estou pedindo é que ele [Flávio Bolsonaro] tenha a coragem de provar que é honesto”, disse. “Eu vou entregar na expectativa que ele entregue a dele e eu quero que a Justiça investigue e depois divulgue para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão neste país”, afirmou.
Na noite de segunda-feira, Lula concedeu uma entrevista gravada ao SBT. Ele declarou que o projeto aprovado pelo Congresso Nacional para perdoar dívidas de Microempreendedores Individuais (MEIs) beneficiará cerca de 3,6 milhões de empreendedores. As dívidas somam R$ 12,6 bilhões.
A proposta também eleva para R$ 140 mil o limite de faturamento e permite a contratação de mais de um empregado. Pela legislação atual, os MEIs podiam contratar apenas um funcionário. “[Com o perdão da dívida] os MEIs vão limpar o nome deles, para que eles possam continuar a vida”, afirmou.
O presidente também abordou os possíveis efeitos do fim da escala de trabalho 6×1, que permitiria aos trabalhadores passar mais tempo com os familiares, além de propostas de combate à criminalidade e investimentos na saúde.











