Pesquisa realizada pela Real Time Big Data e divulgada nesta terça-feira (20) aponta que 90% dos entrevistados são favoráveis à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. O levantamento também avaliou propostas relacionadas à segurança pública, à estrutura do governo federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a pesquisa, 7% dos participantes são contrários à mudança na maioridade penal e 3% não têm opinião formada. A retirada da prerrogativa do presidente da República de indicar ministros do STF aparece como outra proposta com alto índice de apoio, defendida por 85% dos entrevistados.
O levantamento ouviu 2 mil eleitores de todo o país entre os dias 15 e 19 de outubro, por meio de entrevistas telefônicas realizadas por entrevistadores humanos. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Entre as medidas voltadas ao combate à criminalidade, a criação de cinco presídios federais de segurança máxima para líderes de facções criminosas tem o apoio de 82% dos participantes. Outros 14% são contrários e 4% não souberam opinar.
A classificação de facções criminosas como organizações narcoterroristas é apoiada por 66% dos entrevistados, enquanto 31% se posicionam contra. Já a criação de um Ministério da Segurança Pública, para integrar ações federais e estaduais contra a criminalidade, tem o apoio de 60%.
A pesquisa também identificou diferenças entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A redução da maioridade penal é defendida por 95% dos eleitores de Flávio e por 84% dos eleitores de Lula.
A criação dos cinco presídios federais recebe apoio de 90% dos eleitores de Flávio Bolsonaro e de 73% dos eleitores de Lula. A maior divergência aparece na classificação das facções como organizações narcoterroristas: 88% dos eleitores de Flávio apoiam a proposta e 7% são contrários, enquanto, entre os eleitores de Lula, 43% são favoráveis e 56% se posicionam contra.
A redução de pelo menos dez ministérios do governo federal é apoiada por 80% dos entrevistados. O índice chega a 87% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro e a 71% entre os de Lula.
Outro tema avaliado foi a limitação das decisões individuais de ministros do STF. A medida tem o apoio de 63% dos participantes, sendo defendida por 71% dos eleitores de Flávio e por 54% dos eleitores de Lula.
A retirada do poder do presidente da República de indicar ministros do STF é apoiada por 89% dos eleitores de Flávio Bolsonaro e por 81% dos eleitores de Lula. O fim da reeleição presidencial tem apoio de 59% dos entrevistados, com índices de 65% entre os eleitores de Flávio e de 52% entre os de Lula.
Na área econômica, 77% dos participantes defendem a ampliação dos investimentos públicos em infraestrutura e no desenvolvimento da indústria brasileira por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A proposta é apoiada por 75% dos eleitores de Flávio Bolsonaro e por 80% dos eleitores de Lula.
A ampliação do Farmácia Popular para incluir exames de diagnóstico e acompanhamento de saúde é defendida por 74% dos entrevistados. O apoio é de 67% entre os eleitores de Flávio e de 82% entre os de Lula.
A inclusão de estudantes universitários no programa Pé-de-Meia recebe o apoio de 63% dos participantes. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 55% são favoráveis à proposta, ante 72% entre os eleitores de Lula.
Já a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, é apoiada por 64% dos entrevistados. A medida tem o apoio de 53% dos eleitores de Flávio Bolsonaro e de 76% dos eleitores de Lula.











