Rainha Camilla usa tiara favorita de Elizabeth II em banquete no Castelo de Windsor
Foto original adaptada visualmente por IA.
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Rainha Camilla usa tiara favorita de Elizabeth II em banquete no Castelo de Windsor

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A rainha Camilla resgatou uma das tiaras mais emblemáticas da coleção real britânica durante o banquete de Estado realizado na terça-feira (20), no Castelo de Windsor. Ao lado do rei Charles III, ela recebeu o sultão Haitham bin Tarik, de Omã, em uma noite marcada por compromissos diplomáticos e trajes de gala.

A recepção contou com a presença de Kate Middleton, do príncipe William e de outros integrantes da família real britânica. O jantar encerrou o primeiro dia da visita oficial de três dias do líder omanense ao Reino Unido.

Aos 79 anos, Camilla usou um vestido azul com a Tiara das Meninas da Grã-Bretanha e Irlanda, uma das joias preferidas da falecida rainha Elizabeth II. Durante os 70 anos de reinado, Elizabeth utilizou o acessório em diversas ocasiões oficiais, tornando a peça um dos símbolos mais reconhecidos de sua imagem pública.

De acordo com o Royal Collection Trust, a tiara foi oferecida como presente de casamento à duquesa de York, posteriormente conhecida como rainha Mary, em 1893. A joia foi comprada na tradicional joalheria Garrard com dinheiro arrecadado pelas chamadas “Garotas da Grã-Bretanha e Irlanda”, em uma campanha liderada por Lady Eva Greville.

Como o valor obtido superou o necessário, o excedente foi destinado às esposas e aos filhos dos marinheiros mortos no naufrágio do navio de guerra HMS Victoria.

Anos depois, a tiara passou para Elizabeth II, que a recebeu da avó como presente de casamento com o príncipe Philip, em 1947. A monarca tinha uma relação especial com a peça e chegou a chamá-la de “tiara da vovó”. Originalmente, o acessório era decorado com pérolas, mas a rainha Mary pediu que elas fossem substituídas por diamantes.

O desenho da joia reúne elementos em formato de festões e flores-de-lis. A peça também pode ser usada como colar.

Camilla utilizou a tiara pela primeira vez em 2023, ao acompanhar Charles em uma visita à Mansion House, em Londres, relacionada à tradição da primeira visita de um novo monarca à cidade. Pouco menos de dois meses depois, voltou a exibir a joia durante a recepção diplomática daquele ano, no Palácio de Buckingham.

Desde a ascensão de Charles ao trono, em 2022, a rainha também passou a usar outros acessórios históricos da monarquia. Entre eles está a Coroa da Rainha Mary, escolhida para a coroação do rei, em 2023, como alternativa à confecção de uma nova coroa. A peça havia sido usada por Mary na coroação de seu marido, o rei George V, em 1911.

Camilla não foi a única integrante da família real a usar uma tiara no banquete. Kate Middleton escolheu a Tiara Lover’s Knot, da rainha Mary, enquanto a princesa Anne apareceu com a Tiara Meander, que pertenceu originalmente à sua avó paterna, a princesa Alice. A duquesa de Gloucester usou a Tiara Honeysuckle.

O banquete foi realizado no St. George’s Hall, preparado para receber 160 convidados. A mesa principal tinha aproximadamente 50 metros de comprimento e foi organizada com 480 facas, 480 garfos e 160 colheres. Entre os elementos da decoração estava um candelabro em formato de dragão, encomendado em 1833 pelo rei William IV e colocado entre Charles e o sultão de Omã.

A base do candelabro foi decorada com romãs colhidas de uma árvore plantada pelo falecido príncipe Philip no Terraço Leste do castelo, cerca de cinco décadas atrás. “Ela frutificou bastante este ano devido ao verão quente”, explicou um assessor real. Os saleiros usados na ocasião exibiam o monograma do rei Charles III.

O cardápio incorporou referências à cultura de Omã. Embora bebidas alcoólicas tenham sido disponibilizadas, o sultão não participou do brinde com álcool, e a programação não incluiu coquetéis. Os convidados puderam experimentar o kahwa omanita, café árabe aromatizado com cardamomo e água de rosas, preparado nas cozinhas reais e servido no início da noite.

Ao final da refeição, foram oferecidas três variedades de chá: duas geladas e uma quente, aromatizada com cardamomo. A seleção combinou a tradição britânica de servir chá com sabores associados à cultura omanita.

A disposição dos convidados seguiu o protocolo diplomático. O sultão ficou entre Charles e Kate Middleton. Sayyid Shihab bin Tariq bin Taimur Al Said, vice-primeiro-ministro de Omã para Assuntos de Defesa, sentou-se ao lado do monarca britânico. Do outro lado da mesa, o príncipe William ficou entre o príncipe herdeiro de Omã, Sayyid Theyazin bin Haitham Al Said, e a chef omanita Dina Macki. Camilla ficou próxima de Sayyid Loay bin Ghalib Al Said, integrante da família real de Omã e secretário-geral do Diwan da Corte Real.

O banquete foi o ponto alto de uma programação iniciada com a recepção oficial ao sultão nos arredores de Windsor. Depois da cerimônia, a comitiva e os convidados seguiram em uma carruagem puxada por cavalos até o castelo.

Na quarta-feira (21), Camilla deverá acompanhar Charles e William em uma visita a Aberfan, no sul do País de Gales, para marcar os 60 anos da tragédia de 1966. Na ocasião, o deslizamento de uma mina de carvão atingiu uma escola e matou 116 crianças e 28 adultos.

O episódio é associado a um dos momentos mais delicados do reinado de Elizabeth II. A então rainha visitou a comunidade oito dias depois da tragédia e, inicialmente, enviou o príncipe Philip para representá-la. Seguindo a orientação de seu secretário particular, Lord Charteris, Elizabeth acreditava que sua presença poderia atrapalhar os trabalhos de resgate. A demora gerou críticas, e a monarca teria considerado posteriormente a decisão um dos maiores erros de seu reinado.

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