Uberlândia reduz em 94,1% o déficit de vagas em creches municipais
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Uberlândia reduz em 94,1% o déficit de vagas em creches municipais

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Uberlândia reduziu em 94,1% a demanda reprimida por vagas em creches municipais para crianças de 4 meses a 3 anos. O déficit caiu de 3.636 vagas, em 2020, para 215, em 2026, segundo dados divulgados pela Prefeitura na terça-feira (20).

A redução ocorreu em meio à ampliação da rede municipal de ensino, que recebeu seis novas unidades educacionais com início de funcionamento em 2025. Apesar da queda, ainda há demanda não atendida na faixa etária que concentra a procura por vagas em creches.

Em 2025, o déficit era de 393 vagas. Na comparação com 2026, a redução foi de aproximadamente 45,3% em um ano. Ao longo de seis anos, a quantidade de vagas necessárias para atender à demanda reprimida diminuiu em 3.421.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o acompanhamento dos cadastros permite monitorar a procura e a disponibilidade de vagas durante o ano letivo, tanto nas escolas municipais quanto nas organizações da sociedade civil (OSCs) que atuam em parceria com o poder público.

O secretário municipal interino de Educação, Guilherme Marques, atribuiu a redução à ampliação da estrutura escolar e à reorganização da oferta. “Fazemos o acompanhamento dinâmico dos cadastros, realizados ao longo de cada ano letivo, o que nos permite um monitoramento da procura e oferta por vagas nas escolas municipais e organizações da sociedade civil (OSCs)”, afirmou.

Para crianças de 4 e 5 anos, atendidas na pré-escola, a Prefeitura informa que há mais vagas ofertadas do que matrículas ativas. O saldo de vagas remanescentes chegou a 1.089 em 2026, ante 890 no ano anterior, um aumento de 22,4%.

Esse saldo corresponde à diferença entre o total de vagas ofertadas e o número de matrículas ativas. Portanto, não representa necessariamente a quantidade disponível em cada unidade ou bairro, nem garante que todas as vagas estejam acessíveis a qualquer família, já que a disponibilidade depende da etapa escolar e da distribuição territorial.

Em 2025, seis unidades de educação básica começaram a funcionar e criaram 1.670 vagas. A Escola Edson Moura Queiroz, no Shopping Park, ofertou 260 vagas, com 244 matrículas ativas e 16 remanescentes. A Escola Ivo Zanatta, no São Jorge, teve 320 vagas, 307 matrículas e 13 remanescentes.

Também no São Jorge, a Escola Adalberto Duarte da Silva ofertou 250 vagas, com 236 matrículas ativas e 14 remanescentes. A Escola Professora Olga Helena da Costa, no Jardim Europa, teve 320 vagas, 308 matrículas e 12 remanescentes.

A Escola Professor Ary Scates, no Jardim Canaã, ofertou 210 vagas, registrou 200 matrículas ativas e teve 10 remanescentes. Já a Escola Professora Alessandra O. de Andrade, no Jardim Sucupira, disponibilizou 310 vagas, com 299 matrículas e 11 remanescentes.

Juntas, as seis unidades somavam 1.594 matrículas ativas e 76 vagas remanescentes no levantamento apresentado pela Prefeitura. A abertura das escolas ampliou a estrutura física da rede, mas a distribuição das vagas precisa acompanhar a demanda de cada região.

De acordo com Guilherme Marques, uma das diretrizes da administração municipal é ampliar salas de aula, descentralizar a infraestrutura escolar e otimizar o uso das vagas existentes. A estratégia busca aproximar a oferta da demanda das famílias e reduzir a espera por atendimento nas creches.

Os dados divulgados não detalham como as 215 vagas ainda necessárias estão distribuídas por bairro, unidade escolar ou faixa etária. O acompanhamento dos cadastros e a expansão da rede deverão permitir avaliar se a redução da demanda reprimida será mantida nos próximos levantamentos.

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