Moonshot reduz capacidades de modelo de IA para dificultar ataques hackers
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial para esta matéria.
Inteligência Artificial

Moonshot reduz capacidades de modelo de IA para dificultar ataques hackers

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A startup chinesa Moonshot AI anunciou a redução de parte das capacidades do Kimi K3.1 Pro, seu mais novo modelo de inteligência artificial. A medida foi adotada em meio à preocupação de que ferramentas do tipo possam tornar ataques hackers mais sofisticados e baratos.

Sediada em Pequim, a empresa classifica o Kimi K3.1 Pro como seu modelo aberto mais avançado até o momento. Isso permite que desenvolvedores externos executem e modifiquem a inteligência artificial em seus próprios sistemas.

Para reduzir o risco de uso indevido, a Moonshot retirou dados relacionados a ciberataques do conjunto de treinamento e dos ambientes de aprendizado por reforço utilizados no desenvolvimento do modelo. Segundo a empresa, a mudança limita aplicações maliciosas sem comprometer as habilidades gerais de programação.

Os efeitos da filtragem foram avaliados em um benchmark interno de cibersegurança. O Kimi K3.1 Pro alcançou 81,0% no teste, enquanto uma versão equivalente sem as medidas de redução de risco obteve 90,5%. A avaliação consistia em encontrar e explorar vulnerabilidades de software em um ambiente controlado.

A Moonshot afirma que o resultado indica uma redução no desempenho ofensivo do modelo, embora o sistema ainda supere seu antecessor. Os resultados, no entanto, não foram verificados de forma independente.

A empresa também reconhece que modelos abertos impõem desafios específicos de controle. Diferentemente de sistemas fechados, como os desenvolvidos por OpenAI e Anthropic, ferramentas distribuídas amplamente reduzem a capacidade do criador original de restringir o acesso, monitorar o uso e atualizar mecanismos de proteção.

Por outro lado, a Moonshot argumenta que modelos abertos podem contribuir para a segurança digital ao permitir que mais organizações inspecionem e protejam seus próprios softwares, inclusive sistemas antigos que recebem pouca atenção.

A preocupação com o uso de inteligência artificial em ataques cibernéticos também avançou no campo regulatório. Na semana passada, a China propôs controles de exportação que proibiriam o envio ao exterior de tecnologias de geração de malware baseadas em IA e restringiriam ferramentas de descoberta de vulnerabilidades com auxílio da tecnologia.

As medidas mencionam o risco de uso dessas capacidades contra infraestruturas críticas, sistemas de defesa industrial e governamentais, além da possibilidade de contornar mecanismos de segurança.

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